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O “grande leilão”

Corredor de Transporte Centroleste

Até onde é possível saber, os indicadores mostram que os governadores pós-ditadura não mediram esforços para respeitar a “cartilha” da política econômica neoliberal. Seguindo uma tendência federal e até mesmo mundial, tomaram decisões para integrar o Espírito Santo ao mercado global.

Nos últimos 20 anos, percebemos, no Estado, os “efeitos colaterais” da globalização econômica, especialmente o fenômeno das privatizações. Diversas empresas estatais foram “leiloadas”, na Bolsa do Rio de Janeiro, sob o comando – e o “martelo” – do governo brasileiro.

Em 1989, a Cofavi foi privatizada. Em 1992 e 1997, respectivamente, foi a vez da CST e da CVRD. O sistema de telefonia estatal (Telest) e de fornecimento de energia (Escelsa) também foram vendidos para grupos empresarias privados de capital predominantemente estrangeiro.

O Porto de Tubarão deixou de ser exportador exclusivo de minério de ferro e aço. Em I993, foi reestruturado com píeres específicos para atracamento de supergraneleiros que transportam, para o exterior, os grãos de soja que vêm da região Centro-Oeste do Brasil.

O complexo portuário ligado à CVRD, além do porto de Tubarão, engloba, hoje, outros dois: o terminal de Vila Velha (antigo Atalaia) e o porto de Praia Mole. Pelo primeiro, são exportados, em contêineres, diversas mercadorias: peças de automóveis, chocolates, refrigerantes, granitos etc.  O segundo é especializado em produtos siderúrgicos fabricados pela CST, Usiminas e Açominas.

Há, também, o porto de Regência, em Linhares, com um terminal de embarque de petróleo, além de outros portos que já foram citados no transcorrer deste capítulo.

A posição geográfica do Espírito Santo e sua “vocação portuária” foram fatores determinantes para a implementação, a partir de 1991, do Corredor de Transporte Centroleste – CTC. Segundo o geógrafo Miguel Kill, o CTC é: “uma integração de portos capixabas com rodovias e ferrovias, principalmente com a Estrada de Ferro Vitória Minas, com o objetivo de exportar parte da produção agrícola e industrial dos Estados do Corredor (...) e importar produtos para estes estados”.

Metaforicamente, o litoral capixaba passou a funcionar como a “garganta” de um imenso “funil” por onde passam, em “mão dupla”, mercadorias provenientes e destinadas aos Estados de MG,GO,TO,MT,MS e BA, além do Distrito Federal – ou seja, grande parte da hinterlândia brasileira depende dos portos do Espírito Santo.

 

Fonte: História do Espírito Santo, Vitória/2002
Autor: José Pontes Schayder
Compilação: Walter de Aguiar Filho, setembro/2011

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