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O Grande Tesoureiro - Por Renato Pacheco

Revista do IHGES Nº 40 ano 1990

Com o falecimento de NILO MARTINS DA CUNHA perdi um grande amigo e o Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo fica sem seu grande tesoureiro.

Nilo (julho de 1918 – abril de 1990), desde cedo, foi um trabalhador infatigável. Na Bolsa de Mercadorias de Vitória, como jornalista de A GAZETA (da qual chegou a Diretor), como professor do Colégio Americano e da Faculdade de Filosofia, como advogado, como Secretário de Estado da Educação, como Diretor Geral da Assembléia, como Assessor da Presidência do Egrégio Tribunal de Justiça do Espírito Santo, sempre se distinguiu pelo zelo, pela competência, pelo amor ao trabalho. Mesmo nos últimos meses, minado por pertinaz doença, ainda recebia processos em casa, para minutá-los, à mão, naquela letra bonita, e devolvê-los a exame de seu superior hierárquico.

No Instituto entrou há mais de vinte anos, e se notabilizou no último decênio como seu Tesoureiro. O Instituto tem tido sorte com seus tesoureiros: lembro-me de Norbertino Bahiense e Ivo Amâncio de Oliveira que, na espinhosa função, deram tudo de si em prol da Casa do Espírito Santo. Nilo brigava pelo Instituto, aborrecia-se com os sócios relapsos, entrou em choque com contratado que não cumpria um contrato de restauração, defendeu, com unhas e dentes, o patrimônio que nos foi doado pelo saudoso Elmo Elton, foi uma figura inesquecível como membro de nossa diretoria. Sua última atividade, juntamente com Ormando Moraes (representando a Academia Espírito Santense de Letras) foi correta e superiormente realizada: gerenciou o projeto BANDES/IHGES/AEL de comemorações do 1º Centenário de Proclamação da nossa República, feito com tanto êxito, no amo findo. Mesmo licenciado, por motivo de doença, e substituído corretamente por José Higino de Oliveira, o Taneco, Nilo prestou sua colaboração ao projeto, e, inclusive, com dificuldades, veio à festa de encerramento das atividades anuais, no último dia 13 de dezembro.

As instituições culturais vivem do esforço de uma pouca de abnegados. Seus dividendos são mínimos e as amolações máximas. Porém se numa dada sociedade elas são consideradas importantes para o tipo de civilização que se criou, mister se faz que alguns se sacrifiquem. NILO MARTINS DA CUNHA se sacrificou e, por isto, nesta revista que se publica após sua morte, dentro de uma proposta inicial do consórcio Miguel Depes Tallon, Secretário Geral, rendo, em nome da Diretoria, esta homenagem especial àquele que foi, durante muito tempo, nosso GRANDE TESOUREIRO!

Parafraseando o discurso que Nilo Martins da Cunha fez em honra a Helio Gualberto Vasconcelos, quando de seu ingresso no Instituto (Revista, n. 39, p. 123) concluo:

“Você, meu caro amigo, foi nobre e cumpridor de seu dever, quer como homem, cidadão e professor.”

Oxalá outros saibam imitá-lo e imitá-lo bem.

Vitória, 5 de maio de 1990.

 

Fonte: Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. N 40, ano 1990
Autor: Renato Pacheco
Compilação: Walter de Aguiar Filho, março /2013 

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