O café foi a redenção da economia do Espírito Santo, estagnado pela corrida do ouro para Minas Gerais no século XVIII. Graças ao seu cultivo, foram criadas as condições para um crescimento respeitável a partir de então, isso já no século XIX.
O primeiro registro do café no Estado data de 1811, transformando-se no nosso principal produto em 1830 e passando a representar 95% da receita do Espírito Santo em 1903.
O café provocou a primeira revolução na economia capixaba com a abertura da fronteira agrícola através do desmatamento de vastas áreas para o plantio, permitindo o povoamento do interior.
Para escoar a produção da nova cultura, surgiram os primeiros investimentos na infra-estrutura do Estado: estradas foram abertas, as vias de comunicação melhoradas, os portos foram aperfeiçoados, rios desobstruídos, ferrovias construídas e introduzidos barcos a vapor.
O café provocou também o crescimento da arrecadação de impostos, permitindo a realização de obras públicas que beneficiaram toda a população: obras de saneamento, iluminação pública, bondes elétricos, escolas e melhor organização dos serviços de correios e telégrafos.
Fonte: A Tribuna - 21/05/2000.