Fonte: Ecos de Vila Velha
Autor: José Anchieta de Setúbal
Precedendo o Carnaval, semanas antes, puxados por animadas bandinhas, os "Zé Prereira" percorriam à noite as ruas da cidade acompanhados por pessoas fantasiadas de "sujo", em sua maioria homens, pois as mulheres geralmente iam por fora dos cordões ou ficavam à janela, assistindo à passagem. De quando em vez ecoavam os gritos dos participantes em coro: "Zé Pereira!" Buum, buum, buum, bum, bum!!! Volta e meia se repetiam o grito e a batida dos tambores, isso sempre ao término das cantorias das marchinhas carnavalescas da época.
Algumas pessoas se apresentavam com alegorias e carros alegóricos, juntando-se a esses blocos. O mais bem trabalhado dos carros alegóricos de que se tem notícia foi o do festeiro, hoje se diria carnavalesco, Lúcio Bacelar, que moldou uma bela, colorida e grande sereia que desfilou em patamar sobre rodas num desses "Zé Pereira". A sua segunda e última aparição dessa alegoria deu-se dias depois, num domingo, durante o famoso banho a fantasia. As fantasias, de papel crepom colorido, tingiam a água cristalina do mar da praia da Sereia.