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Origem das cidades do ES

ÁGUA DOCE DO NORTE – O nome vem de um antigo hábito dos moradores de tomar um cafezinho que, de tão ralo, mais parecia água doce.

ÁGUIA BRANCA – No brasão da Polônia há uma Águia Branca. Foram imigrantes poloneses que colonizaram o município.

APIACÁ – Surgiu de uma espécie de marimbondo comum na região, o apiacal.

ANCHIETA – O primeiro nome do povoado fundado em 1579 pelo padre José de Ancieta era Reritiba ou Iriritiba, “lugar das conchas” na língua dos índios.

BAIXO GUANDU – A palavra indígena “nandu” pode ser variante de “nhandu” (ema). O “Baixo” foi acrescentado porque a foz do rio Guandu está em área baixa.

BREJETUBA – O nome seria Brejaúba, como é chamada uma palmeira de espinhos encontrada na região.

CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM – Depois de quilômetros de águas mansas e navegáveis, o rio Itapemirim chega a um trecho de corredeiras ou cachoeiras.

CARIACICA – O nome inicial era Carijacica, “chegada do branco”.

CASTELO – O desenho das montanhas do Pico do Forno Grande lembra o de um castelo.

Colatina – O nome é em homenagem à mulher de Muniz Freire, que governou o Estado por duas vezes e foi senador. Colatina vem do latim e significa “deusa das colinas”.

CONCEIÇÃO DA BARRA – Antes se chamava Barra do Rio São Mateus e, devido à padroeira, Nossa Senhora da Conceição, virou Conceição da Barra.

DOMINGOS MARTINS – Domingos José Martins nasceu em 1781, em Itapemirim, e foi fuzilado em 1817 na Bahia. Foi um dos líderes da Revolução Pernambucana.

ECOPORANGA – O nome, de origem tupi, significa “terra da prosperidade” ou “onde se produz o eco do nhambu” (tipo de pássaro). O local já se chamou Patrimônio do Quinze, Nova Betânia e Rubinópolis.

FUNDÃO – A escolha do nome teria sido motivada pelos inúmeros afogamentos no rio que banha a cidade.

GUAÇUÍ – Significa veado em tupi-guarani. A denominação Guaçuí surgiu como solução para o constrangimento dos moradores cansados de enfrentar gozações por causa do nome. O vilarejo começou como Patrimônio do Veado e, por volta de 1930, a cidade se chamava Siqueira Campos. Mas as pessoas se referiam ao local como “Ex-veado”.

Guarapari – O nome já foi Guaraparim e Goaraparim. A palavra vem de guará (ave de penas pretas) e pari (laço ou armadilha), na língua indígena.

IBATIBA – A palavra vinda do tupi-guarani quer dizer fruta doce.

IBIRAÇU – Em 1892 a vila e o município de Guaraná têm o nome mudado para Pau Gigante, e em 1943, o nome muda para ibiraçu, que significa pau gigante.

ICONHA – Há quem atribua o nome à derivação de inconho, por causa da aproximação entre os morros. Outros apostam na origem ingígena, que significaria “água a arder”, pelo fato de haver, na região do Orobó, grande quantidade de turfa, tipo de vegetal aquático que deixa a água ácida.

ITAPEMIRIM – Na língua dos índios, “ita” é pedra; “pé” é caminho; e “mirim”, pequeno. Portanto, pequeno caminho das pedras.

ITARANA – Em tupi-guarani, significa pedra da onça, maneira com que foi apelidade uma pedra local.

JAGUARÉ – O nome vem da lagoa Jaguaré, chamada assim em referência ao nome de um tipo de capim comum ao local.

JOÃO NEIVA – João Augusto Neiva foi o deputado federal baiano que apresentou o projeto de instalação de uma ferrovia na região. Foi assim que foram chamadas a estação e a povoação formada ao redor.

LINHARES – A área próxima à foz do Rio Doce era habitada por botocudos. Para acabar com a resistência, foi incentivado o povoamento e militarização do local. Foi Dom Rodrigo de Souza Coutinho, o Conde de Linhares, que recomendou a instalação de vários quartéis.

MARATAÍZES – Significa em tupi-guarani “água que corre para o mar”. A cidade tem várias lagoas que se encontram perto das praias.

MARILÂNDIA – O nome foi escolhido por padres salesianos e vem de “Terra de Maria”, em inglês.

MUCURICI – Na língua indigena, “mucuri” é árvore e, “ici”, sombra.

MUQUI – Há quem diga que Muqui vem de “mucuim”, tipo de mosquito. Ou “miquin”, que seria um tipo de carrapato.

PANCAS – Uma versão diz que a palavra, ingígena, quer dizer “terra onde a raiz não penetra” (no local há grande concentração de granito). Outra versão é que a origem estaria em “palanca”, alavanca para rolar troncos de árvores. Outra possibilidade é que “panca” era uma gíria portuguesa, que significava dificuldade.

PEDRO CANÁRIO – O nome é uma referência a um comércio que pertencia a Pedro Canário Ribeiro.

PINHEIROS – O povoado apareceu a partir do local onde havia um armazém, de propriedade de José Pinheiro. A cidade já se chamou Barrinha, diminutivo de Conceição da Barra, ao qual o local pertencia.

SANTA TERESA – Quando os imigrante italianos chegaram ao local, seria o dia de Santa Teresa.

SÃO GABRIEL DA PALHA – A cidade vem da expansão demográfica de Colatina a partir da segunda metade do século passado. O nome vem da grande quantidade de casas de folhas de palmeira que foram construídas.

SÃO JOSÉ DO CALÇADO – Em 1855, foi lançado um arraial em terras doadas por um coronel mineiro. Uma imagem de São José chegou da Corte, junto com um par de sandálias.

SÃO MATEUS – Em 1596, a povoação do rio Cricaré recebeu a visita do padre José de Anchieta. Seria o dia consagrado a São Mateus.

SERRA – Em 8 de dezembro de 1556, dia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, foi fundada uma capela com o nome da santa, no vilarejo que deu origem à cidade. Outra razão é que esse vilarejo ficava numa serra, onde é hoje Serra-Sede.

SOORETAMA – Na língua indígena, Sooretama quer dizer refúgio dos animais silvestres.

VENDA NOVA DO IMIGRANTE – Antes da chegada dos imigrantes, havia um antigo casarão que funcionava como armazém. Apesar de velha, era chamado de “venda nova” pois existia uma outra mais antiga em uma comunicade vizinha.

VIANA – O povoamento da região foi organizado pelo intendente Paulo Fernandes Viana.

VILA PAVÃO – Na época do povoamento, havia no local vários pássaros parecidos com o pavão.

VILA VALÉRIO – O município surgiu de um loteamento em 1943, feito por uma companhia polonesa. Valério era o nome do primeiro médico do local.

VILA VELHA – O primeiro nome era Vila do Espírito Santo. Em 1551, a sede da capitania, que era lá, foi transferida para a ilha de Santo Antônio (Vitória), que passou a se chamar Vila Nova. Daí, a outra ficou conhecida como Vila Velha.

VITÓRIA – Os constantes ataques indígenas chegaram ao fim em 8 de setembro de 1551 e a vitória foi atribuída a Nossa Senhora. Daí, Nossa Senhora da Vitória e, depois, simplesmente, Vitória.

Fontes: Prefeituras dos municípios, site do Instituto de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento Jones dos Santos Neves e pesquisa A Tribuna.

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