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Origem de relíquia desafia os especialistas

A autoria do painel de Nossa Senhora dos Prazeres ainda não foi desvendada. No entanto, a filiação do quadro à escola de pintura de Castela é uma chave para se interpretar alguns elementos da sua composição. Isso porque os pintores da escola castelhana são seguidores de Pedro Berruguete (1450-1503), nome fundamental para explicar o cruzamento de correntes artísticas na pintura espanhola, ao tempo dos Reis Católicos. Berruguete viveu na corte de duque, em Urbino, Itália, onde estava também um pintor flamengo, Justo de Gante. Teria então assimilado o realismo nórdico e o padrão de beleza do Renascimento italiano, o que difundiu na sua volta à Espanha.

Uma particularidade do quadro que está no convento são os anéis de Maria e do Menino – a jóia não é muito destacada em pinturas do Renascimento. Há até um despojamento nesse sentido. São mais freqüentes em pintores de fora da Itália, como Lucas Cranach, Hans Holbein e Memling (ambos flamengos). Não é comum Maria ser representada com anéis. Curiosamente, é na Espanha do início do século XVI que ela aparece com alguns, como na Anunciação, em retábulo datado de 1519, assinado pelo mestre de Sigena, atualmente no Museu de Huesca.

Outro elemento do quadro que está no Convento da Penha é a coroa, muito ornamentada, que pode ser vista em pinturas de Maria feitas pelos flamengos, como J. Van Eick. Do Renascimento, há uma base geométrica que confere ao quadro serenidade e leveza, conduzindo para a força do conjunto.

 

Fonte: Jornal A GAZETA de 18 de abril de 1999
Autora da Matéria: Jornalista Andreia Pena
Compilação: Walter de Aguiar Filho, abril/2011



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