Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Os franceses atacam no Governo de Belchior de Azeredo

Estandarte de Santiago

Belchior de Azeredo teve de se haver logo com os franceses, que infestavam a costa. No decorrer de 1561, “duas naos mui grandes e bem artilhadas se poserão de fronte desta povoação,(42) cousa para causar assaz terror por serem os moradores poucos, as casas cobertas de palha e sem fortaleza”.(43)

Brancos e índios correram às armas. O padre Brás Lourenço fez de alferes, empunhando o estandarte de Santiago. Belchior comandou o improvisado exército, e com tanta habilidade se houve que conseguiu frustrar os planos de desembarque dos aventureiros. Nenhum balaço “fez dano aos da povoação nen a ella”, o que significa sorte excepcional, pois muitos tiros foram trocados durante as quatro horas de combate. Segundo o relato jesuítico, a peleja se decidiu graças a um tiro certeiro encaixado “ao lume d’agoa em huma das   naos” e ao inesperado aparecimento deum navio que transitava de São Vicente para o Reino. De tal maneira se desmoralizaram os franceses que, na retirada, foram perseguidos a frechadas pela escravaria embarcada em almadias.

Mal sucedidos na vila, tentaram carregar as embarcações com pau-brasil em um porto das proximidades. Por azar, os índios da região haviam sido alertados e lhes tomaram uma chalupa, aprisionando, para cativeiro, sete ou oito tripulantes.
(44).

Em 1562, novo corsário visitou a barra de Vitória, desaparecendo tão logo foi notada sua presença.(45)

Notícias sobre os primeiros artesãos – A catequese ia em progresso, prestigiada pela boa vontade do delegado d’el-rei. Alguns pupilos dos jesuítas, vindos da Bahia e aqui casados com índias da terra, emprestavam o concurso da sua habilidade à indústria de uma tecelagem incipiente. As esposas colaboravam, fiando e costurando. Eram ofícios mui prezados, pois raríssimos sabiam uma arte, mesmo rudimentar.(46)

 

NOTAS

(43) - Carta do Espírito Santo, de 1562, in Cartas, III, 465.

(44) - VALE, Cartas, III, 496-7; LEITE, HCJB, I, 218.

(45) - Carta do Espírito Santo, de dez de junho de 1562, in Cartas, III, 465-6.

(46) - Carta do Espírito Santo, de dez de junho de 1562, in Cartas, III, 468.

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, maio/2017

Vasco Fernandes Coutinho

Reabilitação Histórica de Vasco Fernandes Coutinho

Reabilitação Histórica de Vasco Fernandes Coutinho

Mandou V. S. dar sepultura decente aos ossos do primeiro donatário, Vasco Fernandes Coutinho, que, soterrados em uma área, ainda se conversam relíquias dele

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

65 anos após o desembarque de Vasco Fernandes Coutinho

Muito progredira a capitania desde a chegada da Grorya à enseada do Espírito Santo. Vivo estivesse, o primeiro donatário poderia dizer, com justo orgulho, que não fora vão o sacrifício que se impusera para plantar a bandeira do seu rei nesta nesga do solo brasileiro

Ver Artigo
Donatário Francisco de Aguiar Coutinho, parente do Vasco

Aguiar Coutinho só assumiu a direção da capitania depois de 1605. Durante sua administração, Azeredo foi parte e testemunha de dois importantes acontecimentos 

Ver Artigo
Ainda Vasco Coutinho Filho

Coube aos ingleses pregar um susto a Vasco Coutinho (filho). Surgindo frente ao Espírito Santo, as três naus de que se compunha a expedição

Ver Artigo
Morre o segundo donatário e assume sua esposa

Sucedeu-lhe na direção da capitania sua viúva, D. Luísa Grinalda, que nomeou seu adjunto no governo o capitão Miguel de Azeredo punha a expedição 

Ver Artigo
Tourinho, Adorno, metais e pedras preciosas

Tourinho é considerado o “descobridor das esmeraldas”. Promoveu uma expedição sob a direção de Antônio Dias Adorno

Ver Artigo