Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Os irmãos Martins

Busto homenageando Domingos Martins, na Cidade Alta em Vitória

Capixabas estiveram envolvidos em rebeliões ocorridas em Pernambuco, no primeiro quartel do século XIX. Todos eram membros da família Martins. O mais conhecido, certamente, é Domingos José que, homenageado, deu nome a uma cidade das terras altas do Espírito Santo, Domingos Martins.

Os irmãos Martins participaram da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador, em 1824. O primeiro movimento teve caráter separatista e, ao lado da Inconfidência Mineira, Fluminense e Baiana, foi precursor da independência do Brasil.

A segunda rebelião lutou contra o autoritarismo de D. Pedro I, expresso da Constituição por ele outorgada. Ambos foram influenciados pelos ideais dos filósofos iluministas e pela "santíssima trindade" da revolução francesa: "Liberdade, Igualdade e Fraternidade".

O historiador José Teixeira de Oliveira reuniu alguns dados biográficos do clã Martins:

"Domingos José Martins nasceu em Cachanga, hoje Itapemirim, onde seu pai servia como porta-bandeira. (...) Mandado à Bahia e Lisboa aprimorou-se nos estudos, passou, depois à Inglaterra, onde se empregou em uma casa comercial, da qual, mais tarde, se tornou sócio. Regressando ao Brasil, fixou-se no Recife, entregando-se, logo, a uma intensa propaganda dos ideais de liberdade, que sonhava ver praticados em sua pátria. Quando explodiu a Revolução de 1817, Domingos José Martins foi eleito representante do comércio na junta governativa revolucionária - escolha que fala eloquentemente do prestígio que desfrutava na sociedade pernambucana. Derrotados os rebeldes, Domingos José Martins foi preso e conduzido para a Cidade do Salvador onde, aos doze de junho de 1817, morreu arcabuzado (...). Teve sete irmãos - André, Francisco, Luíza, Maria, Joaquim, Ana e Vitória. O primeiro fez carreira militar e alcançou o posto de tenente-coronel. O segundo dedicou-se ao sacerdócio. Ambos lutaram ao lado do irmão em 1817, sendo que Francisco José Martins foi companheiro de frei Caneca na Confederação do Equador (...)"

Anticolonialistas e antiabsolutistas, os Martins faziam parte de uma elite esclarecida e consciente de seus interesse de classe. Eram membros de uma minoria privilegiada, se comparados à grande massa, composta de pobres analfabetos e de escravos.

De qualquer forma, na conjuntura política daquele momento específico, os Martins foram os porta-vozes dos grupos marginais. Mesmo que a palavra liberdade significasse coisas diferentes para cada um deles.

 

Fonte: História do Espírito Santo - Uma abordagem didática e atualizada 1535-2002
Autor: José P. Schayder

Personalidades Capixabas

Personalidades Capixabas

Personalidades Capixabas

De nascimento ou de coração, as pessoas listadas abaixo tem um lugar especial na cidade de Vila Velha e no Estado do Espírito Santo. Conheça melhor alguns destes homens e mulheres que ajudaram a fazer nossa história.

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Subsídios para entender o capixaba – Por Miguel A. Kill

No Estado, em geral, não houve baianização do capixaba

Ver Artigo
O menino Gil Vellozo - Por Renato Pacheco

O dia 13 de fevereiro de 1930 amanheceu com sol forte, típico dia de verão. O adolescente Antônio Gil Vellozo, de 13 anos, acordou contente. É que o pai, o provecto professor Luiz Adolfo Thiers Vellozo...

Ver Artigo
Eurípedes Queiroz do Valle – Por Elmo Elton

Eurípedes Queiroz do Valle nasceu em Benevente, hoje cidade de Anchieta, no Espírito Santo, a 28 de janeiro de 1897

Ver Artigo
Álvaro Conde – Por Elmo Elton

Tudo amorosamente focalizado por quem tinha a preocupação, o cuidado de mostrar aos outros o ufanismo de seu capixabismo

Ver Artigo
Adeus a Teixeira Leite – Por Elmo Elton

Nascido em Prado, no sul da Bahia, a 6 de fevereiro de 1891, veio residir, quando tinha apenas dez anos, juntamente com os pais, em Vitória

Ver Artigo