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Os movimentos comunitários ou honi soit qui mal y pense – Por Fernando Achiamé

Associação de Moradores da Praia do Canto

Um advogado aposentado e que se intitula "um curioso de fatos, pessoas e coisas de Vitória" pesquisou os movimentos comunitários em nossa cidade e está para publicar livro sobre o tema com apoio de deputado estadual e empresa multinacional sediada em território capixaba. O autor me franqueou os originais para dar uma olhada faz poucos meses. Abaixo cito parte de um comentário crítico sobre a obra e que deverá constar de sua orelha. A referida obra terá como título e subtítulo, se não me engano, Vaidade das Vaidades — Das associações de moradores às comunidades eclesiais de base.

"O livro tem por base pesquisas em arquivos particulares, em jornaizinhos de bairros e mesmo em propagandas de políticos aparecidas em época eleitoral e transcreve depoimentos de pessoas lutadoras pelos interesses locais e documentos de associações comunitárias. São transcritas falações em reuniões de associação de bairro e feitas reconstituições de festas comunitárias (típicas ou não). (...) Em destaque estão a Associação de Moradores da Ilha de Santa Maria e Monte Belo e a Associação de Moradores da Praia do Canto. Escreve sobre os fatores do aparecimento destas associações. Enumera as escolas de samba e blocos carnavalescos, de ontem e de hoje, como Chapéu de Lado, Mocidade da Praia, Unidos de Jucutuquara e muitos outros, enfatizando a movimentação que propiciavam na ilha, inclusive cooperando com a mobilidade entre as classes sociais. Aborda a questão do Asilo dos Velhos — desgraça e/ou orgulho para a cidade. Menciona a fala de antigos vitorienses, como esta: 'Quando eu for pra Santo Antônio...' significando 'Quando eu morrer...'. Tece considerações sobre os Alcoólicos Anônimos — AA. Cita o chiste: 'É preferível ser um bêbado conhecido do que um alcoólatra anônimo' (...) e enfatizada na seguinte frase: `Tatagiba e eu nas reuniões do AA só por auê'. Historia as iniciativas locais e suas ligações com iniciativas semelhantes a nível nacional e internacional, parte do estudo que o próprio autor considerou incompleta. Fala sobre a formação das comunidades eclesiais de base em Vitória, com bastante propriedade."

 

Escritos de Vitória – Uma publicação da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal de Vitória-ES, 1996
Prefeito Municipal: Paulo Hartung
Secretária Municipal de Cultura e Turismo: Silvia Helena Selvátici
Sub-secretário Municipal de Cultura e Turismo: Rômulo Musiello Filho
Diretor do Departamento de Cultura: Rogério Borges de Oliveira
Diretoria do Departamento de Turismo: Rosemary Bebber Grigatto
Chefe da Biblioteca Adelpho Poli Monjardim: Lígia Maria Mello Nagato
Bibliotecárias: Elizete Terezinha Caser Rocha
Lourdes Badke Ferreira
Conselho Editorial: Álvaro José Silva, José Valporto Tatagiba, Maria Helena Hees Alves, Renato Pacheco
Revisão: Reinaldo Santos Neves, Miguel Marvilla
Capa: Vitória Propaganda
Editoração Eletrônica: Edson Maltez Heringer
Impressão: Gráfica e Encadernadora Sodré

 

Fonte: Escritos de Vitória, nº 16 Movimentos Sociais, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – PMV, 1996
Texto: Fernando Achiamé
Compilação: Walter de Aguiar Filho, agosto/2018

Escritores Capixabas

Regina Helena Magalhães

Regina Helena Magalhães

Regina Helena Magalhães nasceu em Cachoeiro de Itapemirim (ES), mas muito jovem ainda fixou residência em Vitória, capital do Estado. Bacharel em Pedagogia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), especializou-se em Psicologia Pedagógica na Universidade de Madri. Licenciada e Mestre em Educação pela Pontíficia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, exerceu o magistério na UFES, lecionando Didática e Prática de Ensino de Pedagogia.

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