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Padres, cirurgiões, rábulas etc. - Província do ES

Capa do Livro: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008

Os capixabas não podiam se queixar – comoem outros tempos tantas vezes o fizeram – da falta de sacerdotes. Além de vinte do clerosecular, viviam aqui oito do regular. Freira, ou recolhida, é que não havia uma sequer.Os cirurgiões – dada a penúria do país – não eram poucos: cinco. Em compensação,nem um médico. Os rábulas – em número de cinco – substituíam os advogados,também inexistentes. Boticários, três; magistrados, zero; alguns empregados públicose cinco professores de primeiras letras, dos quais dois em Vitória. Trinta mendigose oito estrangeiros, dos quais um naturalizado. Ninguém que vivesse exclusivamentede suas rendas. Trabalhadores jornaleiros, só alguns índios que lidavam nas fazendase aos quais se pagava, anualmente, em média, 12$800.

Preocupado com os mínimos detalhes, o presidente Acióli registrou: “Nãohá estabelecimento algum de recreio, nem militar, nem seminário, nem casas deeducação: há unicamente uma aula de gramática latina na Capital, em que se dãolições desta língua de manhã e de tarde nos dias não feriados, e tem treze alunos”.

Se não existia estabelecimento algum de recreio – como se disse acima –abundavam, em compensação, as associações pias: da Misericórdia, do Santíssimo,dos Passos, da Boa Morte, Rosário dos Pretos, Amparo, Rosário dos Pardos, Mãedos Homens, São Benedito, Remédios e Rosário.

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, maio/2018

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