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Palácio Anchieta

Fui, vi e gostei. Aliás, fiquei deslumbrado com a profundidade e riqueza das informações históricas e culturais que tive a oportunidade de ver, e o melhor: é tudo 0800. Além do mais, a visita ao Palácio Anchieta é acompanhada por monitores de conhecimento profundo que nos repassam informações de história, geografia, arqueologia, arquitetura, cultural, engenharia e curiosidades sobre o Palácio, que consagrou-se como um monumento de grande importância histórica, arquitetônica e artística na vida do povo capixaba.

Caminhar sobre o piso de vidro blindado transparente e iluminado, vendo debaixo dele, as escavações recentemente realizadas no entorno do túmulo do Padre José Anchieta, é arrepiante!

No Palácio está guardada também, mesmo que virtualmente, a genealogia da memória capixaba desde a colonização do nosso estado até os dias atuais, que foi muito bem narrada por Gabriel Bittencourt e Nádia Alcuri Campos no livro Palácio Anchieta: de colégio à casa de governadoria (ano 2000). E agora recentemente lançado, em 25/05/2010, o jornalista e historiador José Tatagiba foi fundo também, trabalhando e história por meio de fotografias no livro “Palácio Anchieta: o apóstolo do Brasil foi sepultado aqui”.

O Palácio é um mar de cultura. Sua construção foi iniciada nos primórdios da colonização do solo espírito-santense, quando da chegada em terras capixabas o jesuíta Afonso Brás e o irmão leigo Simão Gonçalves, dando início à primitiva Igreja São Tiago.

Em 1587, o Padre José de Anchieta concluiu a primeira ala do colégio São Tiago, voltada para a praça (atualmente João Clímaco). O Apóstolo do Brasil – como ficou conhecido - morreu em 1597 no dia 09 de junho em Reritiba, atual município de Anchieta e foi enterrado junto ao altar-mor da Igreja São Tiago.

No ano de 1759, por decreto do então rei de Portugal, Dom José I, os jesuítas foram expulsos do reino e de todas as possessões da Coroa. Foi o fim do colégio São Tiago.

Uma nova reforma foi feita no Palácio para receber em 1860 suas Majestades Imperiais Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina Maria numa visita que durou 15 dias.

Dando um pequeno salto para o início do período republicano, em 1908, assume o Governo o presidente Jerônimo Monteiro, responsável pela reconstrução do Palácio, transformando radicalmente as feições do conjunto.

Logo depois, no ano de 1935, o Palácio passou por uma completa reestruturação, incluindo lajes de concreto armado, quando comemorava-se o quarto centenário do Espírito Santo.

Há mais de 100 anos o Palácio tem funcionado como o coração do Poder Executivo do Estado consagrando-se como um monumento de grande importância e palco de intensas idéias e articulações políticas que nortearam o Espírito Santo, esses são os nossos bens intangíveis. 
Com relação aos bens tangíveis, durante esse período houve um processo contínuo de conservação e reformas de suas instalações internas que foram redefinidas, passaram a abrigar setores burocráticos como secretaria, biblioteca, gabinetes e salas de despachos.

Em 2004, iniciou-se o processo de restauro do Palácio, visando reconstruir, preservar e conservar a obra de arte em sua forma original. A restauração do acervo artístico e mobiliário e a capela realocada junto ao túmulo simbólico de Anchieta foi concluída em 2009, ficando assim, salvaguardados os nossos bens culturais, que são produtos de nossa cultura – do pensamento, do sentimento e da ação do homem.

O Palácio Anchieta, por intermédio de suas ambientações, das exposições temporárias, de longa duração e dos eventos culturais, oferece ao visitante um panorama da história capixaba. Fotos, documentos, objetos, mobiliário e obras de arte integram seu acervo, exposto nos diversos salões do Palácio. Se você está ligado em cultura, não sabe o que está perdendo. Lá você poderá assistir filmes em telões e aprender um pouco mais desfrutando de informações preciosas da era das capitanias do império e da república, percebendo esse permanente movimento de recriar a história partir das relações e interferências humanas até os dias atuais.

Não perca! Agende a sua visita!

Horários:

De quarta a sábado: das 10 às 17h.
Aos domingos: das 10 às 16h, visitas agendadas pelo tel.: (27) 3321-3578 ou agendamento@seg.es.gov.br

Walter de Aguiar Filho
Editoria do site Morro do Moreno
Maio/ 2010

Links Relacionados:

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>>  A Igreja de São Tiago
>> Resgatem Anchieta! 
>> Site oficial do Palácio Anchieta

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