Conforme Maria Stella de Novaes em História de Espírito Santo, Vasco Coutinho estabeleceu-se perto do Morro do Moreno, no lugar chamado mais tarde Sítio do Ribeiro. Após a construção das primeiras cabanas da povoação, e do plantio de sementes trazidas de Portugal, um engenho de açúcar começou a funcionar, logo após as primeiras colheitas de cana.
Há poucos dados concretos e muitas hipóteses. Seriam 30 as edificações necessárias aos pioneiros, principalmente se for aceita a versão de que 60 pessoas faziam parte da expedição de Vasco Coutinho.
Em 1550 foi aberto “um armazém alfandegado” em conseqüência da abertura do comércio entre a capitania, Portugal e Angola. Ficou sob a administração de Belchior de Azevedo – o Velho – nomeado então provedor da Fazenda Real dos Defuntos e Ausentes, promovido a cavaleiro-fidalgo com todas as regalias de escudos e armas, registrou Maria Stella Novaes.
Um ano depois chegou à capitania o padre jesuíta Afonso Brás, acompanhado do irmão Simão Gonçalves. Foram eles que mandaram construir a igreja dedicada a Nossa Senhora do Rosário. Com a transferência da sede da capitania para Vila Nova (Vitória), os missionários se mudaram para a ilha.
Há controvérsias sobre os motivos da transferência da sede da capitania de Vila Velha, então Vila do Espírito Santo, para Vila Nova (Vitória) em 1550. A versão tradicional é que os portugueses vieram para a ilha para fugir dos ataques dos índios.
O artista plástico Kléber Galvêas contesta esta versão. A água potável determinou a mudança dos colonos para a Ilha de Santo Antônio, em Vitória. Por Vila Velha estar situada em uma planície, seus rios recebem muita influência da maré. Além disso, sempre foi uma região pobre em fontes de água.