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Processo de canonização de Frei Pedro Palácios

Placa junto a caverna onde Frei Pedro Palácios morou

"Para conhecimento autêntico das ações públicas, e da vida privada de frei Pedro de Palácios, em 27 de julho de 1616, [...] procedeu-se à justificação vita et mortis, processo preliminar da beatificação para o decreto virtual da canonização.

"Todos os habitantes das vilas do Espírito Santo e da Vitória, uns pelo conhecimento pessoal, outros pela tradição, porfiavam em depor; mas só era preciso o juramento de algumas testemunhas entre os homens mais qualificados.

"Do número destes, foi Amador de Freitas, capitão da aldeia de Reritiba, morador na Vila Velha; Nuno Rodrigues, ancião de 102 anos ainda tão vigoroso que sem arrimo caminhava diariamente de casa à matriz para ouvir missa, e fazer suas orações; frei João d'Assunção, guardião do convento de S. Francisco da Vitória; Lourenço Afonso, Gomes Fernandes, Brás Pires e outras pessoas respeitáveis. [...]

"0 padre Custódio, frei Manoel de Santa Maria, copiou por sua própria letra estes autos, cujo traslado, bem como alguns livros pertencentes à biblioteca de S. Francisco, desapareceram." (Maravilhas, p. 225-6.)

A respeito desse processo, informa Frei Basílio Rower, O.F.M., em suas Páginas de história franciscana no Brasil, p. 203: "Os autos deste processo, que devia ser o início do de canonização (a que nunca se chegou e dizem que por falta de recursos para as custas), estiveram guardados no cartório (arquivo) do Convento de Vitória e Frei Jaboatão afirma que deles teve a certidão jurada (Novo Orbe Seráfico Brasílico, volume II, parte i, p.33); mas hoje nem o original nem a certidão aparecem, ou porque se perderam, ou porque descansam em lugar desconhecido, empoeirados e comido pela traça."

 

Autor: Guilherme Santos Neves
Fonte: História Popular do Convento da Penha - 3ª Edição ampliada, Vitória - 2008
 

Convento da Penha

Anchieta no Convento da Penha (1594)

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