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RIO MARINHO

Fonte: http://www.muitagenteboa.com.br/index_arquivos/Meio%20Ambiente/Rio%20Marinho.html

O nome rio marinho tem origem nas palavras "MAR" e "RIOZINHO", que com alternâncias das características de qualidade de suas águas, ora salgada ora doce, foi denominado de rio "MARINHO".

Na altura da região de Caçaroca (Cariacica) o Rio Formate se unia ao rio Jucu naturalmente. Porem, os jesuítas construíram um canal artificial no século XIX para transporte fluvial de materiais até a baía de Vitória, ligando o Rio Formate ao Rio Marinho, o qual, na verdade, era um braço de manguezal que saia na Baia de Vitória.

Este Canal, construído em 1740, foi o primeiro do Brasil e a primeira transposição de bacias hidrográficas realizada.

No século XX o antigo DNOS Departamento Nacional de Obras e Saneamento abriu uma vala (o Canal das Neves) com o intuito de minimizar as enchentes no baixo vale do rio Jucu. Este Canal ligava o rio formate ao rio Jucu, mas atualmente está bastante obstruído e assoreado, fazendo com os Rios Jucu e Formate só tenham contato na época das maiores enchentes.

Na década de 50, do século passado, a CESAN - Companhia Espírito Santense de saneamento construiu o Canal Marinho, com o objetivo de servir de canal de tratamento auxiliar e tomada de captação para sistema de abastecimento de água para a grande Vitória, captando água no Rio Marinho (próximo à antiga fabrica da pepsi-cola) retirando cerca de 400l/s para abastecimento de água de Vitória.

Em 1977, o canal foi desativado pela CESAN e passou a ser o principal meio de escoamento da bacia hidrográfica. Desde sua desativação em 1977, não se tem noticia de que seu leito tenha recebido obras de drenagem, portanto, o grau de assoreamento é importante, a ponto de estar prejudicando o escoamento.

Grande parte do curso natural do Rio Marinho sofre penetração da maré, e embora de pequeno comprimento, possuía originalmente vários habitats diferentes para a fauna e flora aquáticas, em virtude de apresentar trechos onde era grande a variação da temperatura das águas, velocidade, teor de OD, salinidade, sólidos, etc. Neste rio, era comum, por exemplo, a piracema (subida de peixes desde o oceano até as cabeceiras para desova).

A TOPOGRAFIA

A Bacia Hidrográfica do Rio Formate-Marinho é uma pequena área territorial que apresenta características desde rio de montanha encachoeirado, rio de planície e até o estuário em manguezais.

A ABRANGÊNCIA FÍSICA

A bacia Hidrográfica do Rio Marinho liga o bairro de Caçaroca a Baia de Vitória, servindo como limite entre os municípios de Cariacica e Vila Velha.

O solo territorial da bacia está parcialmente dividido com projetos de loteamento urbano e sua densidade demográfica possui mais de 80% da área ocupada com imóveis residenciais e industriais.

Em toda sua extensão inclui os bairros: Cobi de baixo, Cobilândia, Jardim do Vale, Jardim Marilândia, Nova América, Rio Marinho, Santa Clara, Vale Encantado, Portal das Garças (VILA VELHA), e Alzira Ramos, bandeirantes, Bela Aurora, Bela Vista, Caçaroca, Campo Grande, Jardim Alá, Jardim América, jardim Botânico, Rio Marinho, Sotelândia, Valparaíso e Vasco da Gama (Cariacica).

A UTILIZAÇÃO DO RIO MARINHO E SUA IMPORTÂNCIA ECONÔMICA

Registram-se varias fases que mostram a importância do estuário na economia da população ribeirinha ao longo do tempo:

• Assentamento imobiliário residencial;

• A alternância de suas águas doce e salgada propicia o habitar e a criação de varias espécies aquática, que serviram como fonte de subsistência;

• "Corredor de navegação" ligando a fazenda Araçatiba e as demais comunidades do Rio Jucu à Baia de Vitória;

• Manancial de importância para o fornecimento de água para o sistema da Grande Vitória.

SITUAÇAO ATUAL DO RIO MARINHO

Atualmente, tanto o Rio Marinho quanto o Canal Marinho sofrem ocupações em suas margens e leito, por não possuírem um estudo de Bacia Hidrográfica e não ter orientação quanto a necessidade de preservar espaços para sua calha hidráulica de escoamento.

O Rio Marinho, em toda a sua extensão, pode ser considerado impróprio para abastecimento e sem condição de vida aquática devido à carga de poluição domestica e industrial recebida pelo Rio Formate e, mais a frente, pelos efluentes dos bairros Caçaroca, Bela Aurora e parte de Cobilândia.

Suas condições são pioradas pelo periódico represamento pela maré na Baia de vitória. 

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