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Rua Graciano Neves (ex-rua do Reguinho)

Graciano Neves

Descia por essa artéria uma vala, formada por água da Fonte Grande, daí a denominação de Rua do Reguinho. A atual 7 de Setembro nunca foi chamada de Reguinho, conforme querem alguns, já que conhecida sempre, até 1922, como Rua da Várzea.

A canalização das águas da Fonte Grande teve início a 21 de março de 1899, sendo que o decreto n° 61, de 24 do mesmo mês, declarava de utilidade pública a desapropriação das matas que circundavam os mananciais da Fonte Grande, Lapa e Capixaba.

A Graciano Neves tomou seu traçado atual, depois de desapropriadas, no governo de Florentino Avidos, as chácaras do Vintém e Mulundum, em cujos terrenos se abriram novas ruas, todas tendo começo nessa artéria.

Com o incêndio ocorrido, em 1912, no Posto Policial, na rua Duque de Caxias, quando morreram quatro detentos, visto que o carcereiro não pôde abrir as prisões, além de uma senhora, esposa do proprietário da loja, que funcionava no andar térreo, o Posto, já agora transformado em Delegacia de Polícia, se instalou na Graciano Neves, em prédio dando frente para a ladeira de São Bento.

O patrono da artéria, Graciano dos Santos Neves, nasceu em São Mateus, ES, a 12 de junho de 1868. Formou-se médico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1889. Político, fez parte da Junta Governativa do Estado em 1891. Foi eleito presidente do Estado em 1896, cargo a que renunciou no ano seguinte. Publicou, entre demais trabalhos. A doutrina do engrossamento, tratado irônico da bajulação (1a edição, Laemmart, Rio, 1901; 2a edição, Flores & Mano, Rio, 1935, com prefácio de Madeira de Freitas; 3a edição. Artenova, Rio, 1978). Faleceu em 1922.

 

Fonte: Logradouros antigos de Vitória, 1999 – EDUFES, Secretaria Municipal de Cultura
Autor: Elmo Elton
Compilação: Walter de Aguiar Filho, janeiro/2017

Bairros e Ruas

Praia do Canto ontem e hoje (1998)

Praia do Canto ontem e hoje (1998)

Entrevista feita pelo jornal da AMPC em 1998 com Chrisógono Teixeira da Cruz que nasceu no coração de Vitória,na rua Barão de Monjardim, num tempo em que a Praia do Canto era um lugar tão distante do centro quanto Guarapari. 

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