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Rua Marcelino Duarte – Por Elmo Elton

Galeria do Ed. Palácio do Café e loja Elmo, localizadas a frente da Rua Marcelino Duarte, anos 70

Começa onde antes funcionou o Eden-Parque. sendo mais conhecida como rua do Teatro Glória, estendendo-se até a Barão de Itapemirim, sendo cortada ao meio pela avenida Jerônimo Monteiro. Das casas comerciais de que dispunha esta artéria citam-se a Casa Madame Prado, de modas, o Café Avenida, a Casa Busato, de móveis, também o Clube de Regatas Álvares Cabral, todos dando frente para a Praça Costa Pereira, tendo existido, em dependência térrea do Teatro Glória, o Café Glória, sempre muito procurado, embora sem cadeiras para os freqüentadores, novidade na época.

A artéria surgiu com a abertura da Avenida Capixaba, em decorrência da demolição dos prédios que formavam a Rua Pereira Pinto. (Pereira Pinto tem seu nome batizando outra artéria da cidade, nos terrenos da antiga Chácara do Moniz.)

O patrono, Marcelino Pinto Ribeiro Duarte, foi, na opinião de Afonso Cláudio. "o primeiro e mais notável dos poetas espírito-santenses, no decurso da primeira metade do século XIX". Nasceu na vila da Serra (ES), a 18 de junho de 1788, falecendo em Niterói (RJ), a 7 de junho de 1860.

Ordenou-se padre, sem ter nenhuma vocação para o exercício religioso, conforme bem o comprovam as suas atitudes, ao longo da vida. Deixou o Espírito Santo, por questões políticas, já que inimigo ferrenho do governador Francisco Alberto Rubim, a quem satirizou, difamando-o sempre. O Imperador Pedro II agraciou-o com o grau de cavaleiro das Ordens de Cristo e da Rosa e, quando de seu falecimento, a municipalidade de Niterói deu-lhe o nome a uma das ruas dessa cidade. Patrono da cadeira n° 1 da Academia Espírito-santense de Letras.

 

Fonte: Logradouros antigos de Vitória, 1999 – EDUFES, Secretaria Municipal de Cultura
Autor: Elmo Elton
Compilação: Walter de Aguiar Filho, novembro/2017

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Iluminação das ruas de Vitória no século XIX

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