Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Saudações - Fernando Antonio de Oliveira

Capa do livro VERSOS PROFUNDOS. Na foto vemos Fernando Oiveira, autor do livro, ao lado de Altamiro Carrilho

Está certo que nosso site não é nenhum Big Brother, mas publicamos esta carta endereçada ao escritor Walter de Aguiar Filho, autor do livro "Krikati, Tio Clê e o Morro do Moreno", pelas lembranças que nos traz sobre Vila Velha de outrora e pelo alerta sobre a identidade e cultura do canela-verde. Confira:

"Meu amigo, com estima, Walter Aguiar Filho,

Saudações “Clementinistas”

Para iniciar este papo gostoso, desejo assegurar-lhe que o faço sem nenhuma postulação teórica mais sofisticada. Faço-o, muito pelo contrário, com os pés no chão: você encantou a tantos quantos tiveram a felicidade de comparecerem ao lançamento do livro” “KRIKATI, TIO CLÊ E O MORRO DO MORENO”, parabéns!

Seu livro é, sem sombra de dúvida, sutil, e brejeiro, contudo, simples. Tem um poder espetacular de persuasão, dado a sua forma pitoresca de comunicar-se com as pessoas.

Gozado, parece até que você leu o artigo por mim elaborado, que intitulei de “Vila Velha e a Sua Real Memória”! Nele eu cobro histórias como a sua.

A sua sensibilidade é notável, tão agradável que conseguiu arrancar lágrimas saudosistas dos meus olhos e, quiçá, de outras pessoas.

Em assim sendo, querendo, ou não, você passa a ser o mais novo escritor que busca a redenção folclórica total Vilavelhense, que “RONCA EM BERÇO INCULTO”.

A minha proposição de ver Vila Velha compendiada em uma obra completa é coisa antiga e que se justifica plenamente, não?

Temos lido ótimos livros sobre a Mãe desta Civilização. Mas, em que pesem o real valor desses livros, nenhum deles é completo. Daí a minha imorredoura vontade de, um dia, ganhar semelhante presente.

De outra coisa você fique certo: a caneta através da qual você pintou semelhante quadro, isto é, dos três personagens do seu doce livro, principalmente o MESTRE CLÊ, essa caneta foi ofertada pelos Arcanjos e Serafins que ficaram o tempo todo do seu lado, a mando do Mestre, o Divino Maior!!!

Embora tivesse conhecido o saudoso Tio Clê em 1959/60/61, só tive a felicidade de conviver com ele a partir de 1970, quando fixei residência definitiva em Vila Velha, pela 2ª vez.

Foi uma convivência feliz e proveitosa a ponto de ele se juntar a mim (eu chefiava o Setor Turístico de Vila Velha) para que a peça natalina / folclórica a LAPINHA pudesse ser resgatada.

Dava gosto a gente ver os ENCARNADOS “brigando” com os AZUIS! Que graça! Que saudade!

Falar em Clê é falar de alegria e diversão inocentes. Realmente nunca houve por parte do Mestre Clê uma conotação de maldade em suas obras, de um modo geral.

Mas, é bom que aqui fique registrado que ao final de cada apresentação dessa ou daquela peça teatral, Folia de Reis, etc., o povo se entristecia fazendo-nos lembrar daquele poeta que disse, se referindo ao final de carnaval:

“QUARTA-FEIRA DE CINZAS AMANHECE / NA CIDADE É UM SILÊNCIO QUE PARECE / QUE O PRÓPRIO MUNDO SE DESPOVOOU”...

Outra constatação: A LAPINHA CORRE O RISCO DE SER FATALMENTE ESQUECIDA, POIS SÃO POUCAS AS PESSOAS QUE SABEM O ENREDO DA MESMA. ESSAS PESSOAS JÁ ESTÃO IDOSAS...

Abraços fraternos

Fernando Antonio de Oliveira
Biblioteca Municipal

Outubro/2010

NOTA: Quando eu digo "Ronca em Berço Inculto", refiro-me às belas e inigualáveis histórias que, até hoje, não foram contadas."

Matérias Especiais

Auto de Aclamação e Levantamento

Auto de Aclamação e Levantamento

Dados, para a História do Espírito Santo, colhidos pelos irmãos Francisco, Antônio e Pedro Feu Rosa nos arquivos do Rio de Janeiro, os quais foram entregues para publicidade ao IHGES

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Quantas montanhas...

E lá fui eu, abraçada ao meu “Reino das Palavras”, instalar o meu reino literário na cidade de Pancas, a 180 quilômetros de Vitória

Ver Artigo
Abastecimento de água em Vitória – Por Areobaldo Lellis Horta

Além desse chafariz, existiam ainda os do Largo de Santa Luzia, em frente ao atual Ginásio São Vicente

Ver Artigo
A Limpeza Pública e a Domiciliar – Por Areobaldo Lellis Horta

Os quibungos (“tigres”), eram lançados ao mar, nos vários cais, às caladas da noite, quando adormecida a cidade

Ver Artigo
Britz - Por Milson Henriques

De qualquer modo vamos ao agradável labor de rememorar os que eu freqüentava, lembrando que havia também as boates Buteko, Cave, Aux Chandelles, Porão 214,...

Ver Artigo
Morro Inhoá

No pé do morro Inhoá, havia a edificação onde originalmente funcionou a primeira fábrica de sabão

Ver Artigo