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Vegetação e Crustáceos em 1862 no ES


N. R.: Veja a vegetação e os crustáceos catalogadas pelo escritor Brás Rubim em 1862, no Espírito Santo:

"A fitologia é copiosa, variada, e profícua; entranhando-se nas matas admiram-se árvores corpulentas e robustas. Outras mais pequenas e débeis, umas produzindo frutos para alimentação, ou regalo do paladar, tais são: araticum, araticumpoca, airiri, araçanhuma, coco de quaresma, cabuí, jenipapo, joá, jaboticabeira, maracujá, macaúba ou coco de catarro, oiti ou goiti, piquá, pitangueira, pitombo, sapucaia, tucum taboá, e ubaieira; outras cotonigeras o barrigudo; na classe das fibrosas a piaçaba e o tacum, piteiras e gravatás; nas oleosas a andiroba, anda-açu, baga ou mamona; nas resinosas: almecegueira, aroeira, cabureíba, copaíba, parajá, e taicica; nas que são próprias para carpintaria civil e naval: o angelim caixeta, canela (diversas qualidades), carvallho, cerejeira, faia, funcho, garaúna parda, grapeapunha, guarabuaçu e merim, guaiaba do mato, grumarim da pedra, gitaipeba, inhuíba, ipê, iracuí, iracarurú, jacatupê, juerana, jequitibá, louro, louro preto, maçaranduba, óleo, pau-d'arco, peroba [sic], roxo, sepepira, sobro, tapinhoã, e o camará que unicamente se cria nas capoeiras; nas que se empregam em marcenaria e marquetaria: o amarelo ou vinhático, araribá branco, araribá rosa, cabiúna, cedro, gonçalo alves, jacarandá, mocitaíba, pequeá, e sebastião da arruda; na tinturaria: o pau-brasil, e tatajuba; entre as que têm uso medicinal são conhecidas por suas egrégias virtudes: o araticum do brejo, assa-peixe, alfavaca, abutua, avenca brasileira, babosa, bucha dos caçadores, batata de junça, batata de purga ou abóbora do mato, cipó-de-chumbo, cardo santo, chibança ou capitão-da-sala, embori que também é salífera, fedegoso, erva do colégio, erva santa, imbaíba, jarro, japecanga, laranjeira do mato, landi, labaça, matapasto, marianinha, maririçô, mentrusto ou mastruço, mil homem, malva da horta, malva da pedra ou azedinha, mendaco ou cabacinho de cobra, pimenta de pindaíba, pão para tudo, pimentinha, poaia, pau-de-alho, pau-pereira, pariparoba ou capeba, samambaia de espinhos, sapê, sassafrás, salsa bombaiona, siporoba, trapoeraba, timbó, tingui, taiánhorom, taririquim ou fedegoso do mato; e além destas outras muitas para diversos misteres como a vara de visgo, que serve para alimentar o bicho-da-seda indígena; o peripiri, que dá palha para esteiras; uricana, para cobrir casas; ubá ou cana brava, para flechas; taquara, taquari, taquaruçú, para muitos usos conhecidos."

Crustáceos

"Crustáceos há grande abundância, sendo os mais comuns caranguejos, lagostas, camarões, lagostins. Infinitas variedades de mariscos sendo os mais vulgares as ostras e os mexilhões."

 

Fonte: Dicionário Topográfico da província do Espírito Santo. In Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, 1862, tomo XXV, p. 597-648.
Autor: Brás da Costa Rubim
Compilação: Walter de Aguiar Filho, outubro/2011

 

 

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