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Viajantes Estrangeiros ao ES – Princesa Teresa da Baviera

Barraca armada à margem do Rio Doce, pela Princesa Teresa da Baviera que é vista sentada. De pé, a dama de companhia e o guia Frank

Uma das viagens menos comentadas à Província do Espírito Santo, foi a da Princesa Teresa Carlota, terceira filha de Augusta, Princesa de Toscana e do Príncipe Luitpolt, herdeiro da coroa do reino da Baviera, empreendida em duas semanas: de 25 de agosto a 12 de setembro de 1888.

A respeitável princesa (tinha, então, trinta e oito anos), espírito ilustrado, conhecia toda a Europa. De Munich, saíra para Lisboa, donde embarcou para o Brasil, em companhia de uma dama, um cavalheiro serviçal e um empregado, capaz de fazer as preparações de taxidermia.

Nos trópicos brasileiros, a ilustre portadora de uma condecoração como DAMA DA CRUZ ESTRELADA D'ÁUSTRIA pretendia visitar tribos indígenas, fazer coleções botânicas, zoológicas e de objetos etnográficos.

Foi assim que, zarpando de Lisboa a 17 de dezembro, chegou, a 26, à capital paraense; esteve nas províncias do Norte e Nordeste, na Bahia, Rio de Janeiro, Minas e São Paulo, regressando à Europa na segunda quinzena de outubro daquele ano.

Quando saiu de Salvador, a Princesa viajou diretamente ao Rio, sem que o navio tocasse em Vitória. Na Corte, amadureceu-lhe a idéia de conhecer a mata virgem do Rio Doce, bem como os seus autóctones botocudos.

Todas as peripécias da viagem aos trópicos brasileiros, a Princesa Teresa Carlota relatou miudamente num bonito livro, escrito em forma de diário: MEINE REISE IN DEN BRASILIANISCHEN TROPEN, (Minha Viagem nas regiões tropicais do Brasil), editado em Berlim, em 1897, e ainda não vertido para o português.

Além de conter uma carta do Brasil, com o roteiro da viagem delineado, a obra é profusamente ilustrada com fotografias, desenhos e reproduções de aquarelas e outros, sendo de assinalar as diversas ilustrações aproveitadas do livro de Biard.

Por nímia gentileza da Profa. Emmy Walter, de Brasília, consegui a tradução dos capítulos XVI, XVII e XVIII, que narram a viagem da Princesa ao torrão capixaba.

Num sábado (23 de agosto), a bordo do vapor MARIA PIA, pertencente à Companhia de Navegação e Estrada de Ferro Espírito Santo e Caravelas, e que era menor do que um vapor dos lagos da Suíça, a Princesa deixava o Rio de Janeiro, rumo a Vitória, em companhia da dama e do cavalheiro com que viera da Europa. Deixou o empregado no Rio, presumindo que a viagem seria penosa para ele.

Às dez horas do dia seguinte, o vapor deitava âncora na barra do rio Itapemirim. Uma lancha levou os viajantes até a terra. Venceram ondas revoltas e viram muitas gaivotas e algumas canoas que balouçavam no rio.

No pequeno povoado da Barra, formado por algumas casas e uma igreja, Teresa Carlota surpreendeu-se com a existência duma biblioteca, em cujas estantes encontrou revistas e jornais alemães. A inauguração daquela casa de leituras e escola noturna era recente: fora feita em 15 de maio do ano anterior, numa promoção dos mais eminentes homens do lugar: Dr. Torquato da Rosa Moreira, Manoel Teixeira da Silva, Custódio Teixeira Maia e o abastado cidadão Simão Rodrigues Soares, concessionário do porto. Tinha o pomposo nome de “Sociedade Bibliotecária Propagadora da Instrução”.

O MARIA PIA ainda deitou ferros em Guarapari, efetuando curta parada, antes de transpor a baía de Vitória, onde os passageiros foram forçados a pernoitar a bordo.

Na manhã de segunda-feira, os três viajantes desciam em terra, e se hospedavam na casa do rico comerciante Pecher, grande exportador de café.

Procuraram livrar-se das roupas européias e se vestiram mais adequadamente para a penetração na floresta.

Antes do meio dia, lotavam uma grande canoa de sucupira, de seis bancos, com duas barracas, três camas de campo, utensílios de cozinha, conservas, duas lanternas, roupas e um suprimento de velas. A tripulação compunha-se de dois negros, um índio e um branco, remadores, e um outro negro encarregado do leme. O espaço do meio da canoa, desprovido de bancos, era coberto por um toldo de palha de palmeira, particularidade interessante, pois caiu em desuso. Era reservado aos viajantes, que ali se acocoravam à maneira oriental, sobre uma esteira de palha.

Nas primeiras duas horas de viagem, a canoa passou o Lameirão a remo e, entrando no Rio Santa Maria, foi impulsionada por grandes varas que atingiam o fundo.

Patos andavam no leito do rio, cada vez mais raso. Pelas margens voavam gaivotas e passarinhos.

De vez em quando, a canoa passava por outra do mesmo tipo, que descia o rio, levando mulheres e crianças, ou carregadas de sacos de café. Os remadores eram sempre índios civilizados ou negros.

As capoeiras das margens tornavam-se sem interesse para a naturalista: sua vista não podia alcançar panoramas vastos, em virtude das colinas e das elevações. Tal ocorreu no pequeno povoado do Porto das Pedras, donde ainda se admirava a serra de Mestre Álvaro. Quilômetros acima, passavam pela vila de São José do Queimado.

Um fazendeiro da região, de barba grisalha, acompanhado de dois negrinhos, cavalgava pela estrada que margeava o rio, procurando se manter sempre à mesma altura da canoa. Às vezes, se aproximavam bastante, para sumir, em seguida, dentro da ramagem. Afinal, num espraiado, o cavaleiro tocou o animal rio adentro, para perguntar aos passageiros de canoa se procediam da Corte e se o Imperador Pedro II havia regressado com saúde, do estrangeiro.

Tão espontânea manifestação de lealdade não podia deixar de causar a melhor das impressões à herdeira presuntiva de um trono.

Passando por mais canoas que desciam o rio, bem acima da vila do Queimado, cruzaram por uma que se destinava àquela vila. Isso souberam ocasionalmente, com a conversa dos remadores. E souberam mais que aquela canoa levava as selas destinadas aos animais que seriam montados por eles, viajantes. Souberam que os mesmos animais já estavam a caminho da vila do Queimado e, no entanto, esperavam encontrá-los a um bom pedaço acima, numa fazenda à beira rio, conforme o combinado.

Decidiram amarrar as duas canoas à margem, enquanto os remadores acendiam um fogo e preparavam a janta.

Às nove da noite, prosseguiam a navegação e só às onze chegavam à pequena fazenda, onde foram tirar da cama os moradores, que já estavam dormindo.

Mal clareou o dia, os viajantes se aprontaram para montar os cavalos e, às seis e meia, trilhavam a serra de Mangaraí, na direção do Porto do Cachoeiro.

Cafezais carregados, cheiro agradável de laranjeiras em flor, toda a flora e a fauna alada prendiam a atenção da Princesa-naturalista, que ia fazendo reconhecimentos e anotando nomes científicos e populares.

Decorridas duas horas de marcha, chegavam a Porto do Cachoeiro, sede do município de Cachoeiro de Santa Leopoldina, povoado que a viajante achou parecido com uma aldeia do Tirol.

A antiga colônia, criada com imigrantes de diversas nacionalidades européias, alcançava a população, em todo o seu território, acima de onze mil habitantes. No ano anterior, o governo provincial havia determinado a medição de muitas glebas e as fizera distribuir aos filhos dos velhos colonos, bem como a luso-brasileiros.

Os viajantes se hospedaram na casa de Franz Meyer, comerciante alemão, emigrado da estância balneária de Wisbaden, e a despeito da amabilidade do casal, que insistia em que demorassem, prosseguiram viagem no mesmo dia. Tinham, a cavalgar, cento e cinqüenta e oito quilômetros, até Tatu, margem do Rio Doce.

O Sr. Meyer resolveu guiá-los a Santa Teresa. E assim, às quatro e meia da tarde, ganhavam o estreito caminho, através de morrarias. Antes do escurecer, tempo que a Princesa aproveitou para observar a robusta vegetação da mata, notadamente as palmeiras, divisaram uma casinha solitária, morada de um brasileiro que, segundo a crença, teria sido muito mau para os seus escravos e fora amaldiçoado pela própria mãe. Por isso, vivia ali, solitário e doente de elefantíases.

O estreito caminho, que só permitia a marcha em fila indiana, piorava cada vez mais. Chão escorregadio, coberto de lama e, no barro pegajoso, os animais seguiam os pilões, cavados pelas patas de outros.

Atravessaram pontes e pinguelas em péssimo estado e se viram forçados a vadear alguns córregos ou riachos engrossados pelas chuvas. Depois das seis horas, a mata escureceu. O Sr. Meyer, que ia à frente, acendeu uma pequena lanterna, levantada à altura do arreio, servindo a fraca luz para orientar o caminho aos de trás. E por um quase nada escapou de se precipitar numa grande ponte de madeira que só tinha as cabeceiras.

A orquestração dos sapos FERREIROS e outros, em vozes entrecortadas, lembrava um jogo, em gritos, de perguntas e respostas. Completando a sinfonia, o pipilar dos grilos e o canto de aves noturnas. A rã chorona imitava o choro de uma criança.

Não fosse a Princesa tão conhecedora daquelas vozes e capaz de identificar e classificar, na escala zoológica, os seus autores, no lugar do enlevo, ela teria o espírito apavorado.

Uma chuvinha fina começou a cair, aumentando as dificuldades da marcha.

As dezenove horas, fizeram a primeira e única parada, na venda dum saxônio. Passaram, em seguida, por diversas propriedades de colonos, separadas por cercas semelhantes às usadas nas montanhas da Baviera.

O abrir e o fechar das cancelas atrasavam a viagem, aborrecidamente.

Eram quase onze horas da noite quando chegaram à vila de Santa Teresa, onde um comerciante belga os acolheu. E com a mesma roupa da viagem se deitaram nos colchões de palha de milho, pois os animais de carga, que traziam as bagagens, ficaram perdidos para trás.

Grande parte da manhã do outro dia (quarta-feira, 29) foi perdida no povoado de italianos, à espera das alimárias.

O pequeno aglomerado de casinhas feias, com seus telhados acinzentados e sua igrejinha sem vigário, interessavam menos à, Princesa do que ver um gambá preso numa armadilha da casa onde estavam hospedados.

Afinal, depois que apareceram os três animais de carga, a caravana despediu-se do Sr. Meyer, que a seguiu até ali, e das pessoas recém-apresentadas daquela vila, levando como novo guia um tropeiro originário do Tirol, chamado Ferrari. Tratava-se de um ex-caçador do Imperador d'Áustria que não desejava naturalizar-se brasileiro.

Outros dois empregados, encarregados da bagagem, eram também tiroleses, mas a conversa mantida entre eles ou outros tropeiros era sempre em português.

Teresa Carlota observou a particularidade, e concluiu que aquela adaptação à língua da terra não ocorria com os imigrantes germânicos, os quais continuavam só se expressando em alemão e se entendendo, através de gerações, somente nessa língua. Todavia, na América do Norte, ela observara que os imigrantes alemães assimilavam, em pouco tempo, o inglês, e isso lhe pareceu ocorrência resultante da aproximação dos dois idiomas.

Só depois de almoçarem é que deram às rédeas, caminhando quatro horas e meia, até o sítio de um tirolês, num vale estreito, denominado Petrópolis.

Passaram por várias casas de colonos poloneses, cercadas, na maioria, de cafezais carregados.

A Princesa teve a satisfação de cruzar com um patrício seu, um colono originário da Bavária.

As espécies vegetais, desde as mais tenras plantinhas até aos gigantes da floresta, bem como todo o mundo alado, desde as belíssimas cotingas de colar, até as borboletas e beija-flores, passavam pela arguta observação da naturalista.

O pouso daquele dia foi, afinal, alcançado ainda com luz do sol. Era a casa de um colono tirolês alemão, num vale solitário, bem distante de qualquer outra.

Puseram as roupas e agasalhos a secar. O quarto de dormir reservado às duas damas (embora sem forro, nem porta, e com a janela feita de uma tábua inteiriça) era amplo, 05 colchões macios, de penas verdadeiras, se assemelhavam aos usados na terra natal da Princesa.

A gentilíssima dona da casa, conterrânea de Teresa Carlota, ficou a noite inteirinha acordada, preparando uns quitutes de sua terra, para servirem de farnel aos viajantes.

O hospedeiro ofereceu à Princesa, um pequeno couro de cobra marron-cinza.

Na manhã cedo, do dia seguinte, a caravana prosseguiu caminho. Tomava a frente o guia Karl Frank, com as esporas presas aos pés descalços, segundo costume da região; em seguida, o tropeiro Ferrari, com a espingarda na sela. Tinham de se manter um atrás do outro, porque o caminho era muito estreito. Quanto aos animais de carga, iam independentes do grupo, tocados pelos tropeiros, eles se distanciavam durante todo o dia, dificultando tal fato a guarda do material de estudos, já recolhido.

Os viajantes cavalgaram seis horas ininterruptas, pela sombra da mata fechada.

Dentre as árvores de diferentes espécies, ora balsâmicas, ora cheirando a alho ou a cebola, algumas avantajadas, passaram por enormes sapucaieiras de cascas rugosas, aprumadas em impecável verticalidade. Os grossos troncos lembravam colunas de um templo. Essa espécie vegetal que os índios tupis chamavam, no seu idioma, de GALINHA, isto é, "árvore que dá frutas da mesma maneira que as galinhas põem ovos", a tal altura projetavam a ramagem que ao deixar cair os grandes ouriços punham em risco de vida as pessoas que se descuidassem e tossem atingidas na cabeça.

De vez em quando, a dama de companhia deixava a mula se desgovernar, embarafustando pelo cipoal das trepadeiras, e só conseguiam se desvencilhar com o auxílio dos facões de mato dos guias.

O caminho ruim, cheio de lama e dos aborrecidos pilões, atravessava alguns sítios solitários, lavouras que eram clarões na floresta, pertencentes a brasileiros, com exceção da derribada feita por um prussiano.

Chegaram à margem de um afluente do Rio Doce, o Santa Maria.

Passaram sobre a serra da Desgraça: no alto, descortinavam a vista maravilhosa do vale do Rio Doce.

Fizeram curta parada na casa dum colono tirolês e, pouco adiante, almoçaram na casa de outro, da mesma nacionalidade; e lá, foi consumido o risoto com polenta, preparado na véspera.

Trocaram de animais e como o descanso fosse mais demorado, a Princesa pegou, com a sua rede de caçadora, algumas borboletas vermelhas, azuis, amarelo-matizadas, preto-brancas.

Algumas casas de colonos conservavam couros de antas, que os viajantes tiveram dificuldade em levar, por serem muito duros. Nos sítios dos tiroleses, haviam caçado dezessete espécimes, procurados por causa da carne de sabor agradável e do couro, que tinha muitas utilidades.

Continuaram a viagem à tarde, para pernoitarem na fazenda do Sr. Fortunato Barbosa de Meneses.

Quando se fez ouvir do fundo da floresta o arrulhar de uma pomba, o piar agudo do mutum, e o martelar da araponga, sentiram os viajantes a aproximação da noite. E outra vez passaram a ouvir a sinfonia dos sapos, grilos e aves noturnas.

Lamentavelmente, esqueceram-se da lanterna num saco de bagagem, levado por um dos animais de carga. E escureceu tanto, que não divisavam nem as cabeças dos animais, muito menos o caminho. O ponto de orientação passou a ser o pano branco enrolado na cabeça do guia.

Atravessaram o rio Santa Joana. A Princesa perdeu um estribo e tiveram sorte de o encontrar, ajudados pela luz de fósforos.

O guia Frank resolveu apertar o passo e ganhar a dianteira, a fim de preparar o espírito do fazendeiro a quem pediria pernoite para sete pessoas e ração para dez animais.

A caravana acabou se desgovernando na escuridão e entrou por um atoleiro. Os animais bufavam, de medo, e estavam empacados. Um dos empregados apeou para procurar os sinais da estrada. Só quando os encontrou foi que conseguiram avançar.

Após nove horas de viagem, marcha tão difícil, chegaram à fazenda do Sr. Barbosa o qual lhes ofereceu a melhor acolhida. Isso redundou em certa desvantagem para a Princesa Teresa Carlota. Apesar de exausta, ela se sentiu na obrigação de permanecer sentada na sala de visitas e manter palestra com o casal. Inteirou-se das dificuldades naquele isolamento da fazenda. Um médico ou um sacerdote gastariam quatro dias de viagem para vir ali atender a um necessitado. Por tal motivo, o fazendeiro só batizava os filhos quando atingiam a idade de irem, por eles mesmos, ao encontro do padre. E, para facilitar, aguardava uma oportunidade de fazer dois ou três batismos na mesma ocasião.

A Princesa perguntou como procediam quando as crianças ficavam doentes. A dona da casa respondeu-lhe, laconicamente: "Elas não adoecem..." E confessou que fazia cinco anos que ela não arredava pé da fazenda.

As camas muito duras não puderam proporcionar um descanso agradável. A Princesa estranhou ainda mais a presença das baratas, passeando pelo quarto, pois não se achava familiarizada com as mesmas na Europa.

Na manhã do dia seguinte (sexta-feira, 31 de agosto), enquanto esperavam ferrar alguns animais, tiveram tempo, até às nove horas, para visitar a próspera fazenda, ver a lavoura principal de café, além do milho, cana de açúcar, criação de gado e pequena plantação de cacau. A nova cavalgada demorou até às cinco e meia da tarde e, por toda a mata, não encontraram um único morador.

A solidão da viagem só foi perturbada com o cruzar de duas tropas.

Caminho tão estreito, floresta tão fechada, que os cavaleiros se viam obrigados a se abaixarem sobre a montaria e ainda assim algum chapéu era arrancado por um galho de mato.

Ao meio dia, pararam trinta minutos, à margem do Ribeirão da Laje. Comeram, ouvindo festiva barulhada de papagaios, e se deitaram ao chão.

O aparecimento de uma helicônia de folhas grandes, foi para a Princesa como advertência de que se aproximavam do Rio Doce. Para encurtar caminho, o guia Frank seguiu por uma picada e acabou tendo de usar o terçado e abrir passagem, enquanto os viajantes se desmontaram, seguindo abaixados, puxando os animais pelas rédeas. A Princesa pisou formigueiros e se encostou, inadvertidamente, numa árvore de espinhos ARRE-DIABO.

Dentre os mais fortes e desagradáveis gritos dos animais, realçavam os dos macacos: lembravam urros do leão ou do tigre.

A chegada à margem do Rio Doce causou certa decepção à Princesa Teresa: achou a água feia e o leito do rio muito raso, mal cobrindo as pedras.

O acampamento Tatu, meia légua do Porto do Souza e próximo à Cachoeira das Escadinhas, era uma casa de estuque, inacabada, de chão batido, havendo outra casa pegada.

Os empregados prepararam a dormida no chão, fazendo uso das selas como travesseiros, enquanto os viajantes usaram as camas de campo. Antes de dormir, cozinharam à luz das velas, um feijão de tropeiro, para o almoço e o jantar do outro dia. Quanto aos animais, foram deixados soltos, à margem do rio, para que encontrassem, por si mesmos, suas rações de capim.

As nove da manhã do dia seguinte, os viajantes desciam o Rio Doce numa canoa, tão pequena que, para manterem o equilíbrio, precisavam de se assentar no fundo. Meia hora depois, chegavam ao aldeamento do Mutum, à margem esquerda do rio e que se distanciava uma légua, rio abaixo, do Porto do Souza.

Aquela tentativa de civilização dos índios, criada pelo Governo em 1859, devia ter um diretor, um missionário, um língua ou intérprete e alguns soldados mantenedores da ordem. Isso, no Decreto, porque a realidade era outra. Com a notória deficiência de padres no Brasil, ali também havia de faltar um. O diretor nomeado, de origem portuguesa, estava ausente. O língua, um branco, mostrava-se doente de um pé. Um carpinteiro, preguiçoso, despreocupara-se em melhorar a única casa de dois cômodos, situada a cinco metros acima da margem direita do rio. Quanto aos soldados, não passavam de três caboclos.

Os guias se acomodaram na casa, mas a Princesa e sua acompanhante preferiram armar a barraca de campanha.

Comeram um assado de veado com farinha de mandioca. E atravessaram o rio, indo visitar vinte botocudos: homens, mulheres e crianças, pertencentes á tribo dos NAK-NANUKS, moradores em cabanas inacabadas.

Os índios que haviam abandonado o uso dos batoques, nos beiços, conservavam, porém, grandes orifícios nas orelhas. Com exceção de dois, os demais se apresentaram vestidos. Eles ainda mantinham o hábito de incursionarem nus, pela floresta. O chefe, que não tinha o mesmo tipo parecido ao do mongol, vestia-se à maneira dos brancos, mas o colar de sementes e os grandes buracos das orelhas revelavam sua origem. Devia tratar-se de um índio idoso: José Lucas.

Um velho índio alto, magro e cego, vestido apenas com uma tanga, serviu de intérprete. Segundo o costume, ele carregava uma grande faca presa numa tira de couro e pendurada ao pescoço, balançando nas costas nuas. Chamuscava o peixe sobre o fogo, segurando-o na ponta dos dedos e assim o comia quase cru. Aquele velho era, ainda, um dos únicos possuidores de um bornal, onde guardava os seus pertences, objeto que vendeu, sem relutância, à Princesa.

Os bornais ou sacos para a caça, de uso corrente, outrora passaram a se tornar raros. Eram tecidos em ponto de filó simples (renda Renascença), com fibra da árvore barriguda, tingidos com amarelo de urucu e roxo de "anijut".

As índias civilizadas mostraram os fusos que usavam para tecer o algodão.

Alguns selvagens estavam comendo mingau de milho. Havia um moinho destinado ao preparo do fubá, situado ao lado do rancho, completamente em desuso.

A Princesa, que desejava estudar língua, hábitos e costumes daqueles índios, teve dificuldade em fotografá-los, pois eles se mantinham tão reservados, especialmente as mulheres, que faziam lembrar as tribos da América do Norte. Acabou conseguindo alguns retratos dos homens, mas as mulheres só concordaram em posar em grupo.

Uma jovem mãe, que se mostrava com febre, parecendo tuberculosa, devia ter comprometido a saúde, ao tomar banho no rio, logo após dar à luz.

Devido à hora do almoço, os viajantes regressaram à margem direita do rio. Provaram o assado de um papagaio, carne preta, dura, paladar semelhante ao da carne de outros pássaros da floresta.

Pela tarde, receberam a visita dos botocudos. Eles fizeram uma fogueira e começaram a dançar. Primeiro, só as mulheres, formando uma corrente fechada, cada uma com os braços no ombro da outra. De vagar, na ponta dos pés, um pouco inclinadas para o lado esquerdo, dançavam e cantavam em som muito nasal: — KALAMI AHÃ. A improvisação da letra era um apelo para receberem café e gêneros. Depois, os homens se aproximaram muito da roda, dançando em ritmo diferente: pernas direitas para trás, esquerdas avançando, pendiam para o lado direito. A cada movimento para esse lado, correspondia ligeiro avançar do joelho esquerdo. Um dos homens imitava o latido de um cão; um outro reproduzia os grunhidos dum porco. Por certo, evocações de caçadas. Dançavam horas seguidas, sem intervalos de descanso. As crianças participavam do divertimento, andando para todos os lados.

Outros índios permaneciam sentados ao chão, e a esse grupo foi-se juntar o velho cego, mantendo-se tão recurvado que quase tocava os joelhos com o queixo.

Teresa Carlota prestou atenção a um jovem índio que, embora vestido, parecia um perfeito tipo selvagem. Viera visitar a aldeia só para convencer a irmã, que ali vivia, a voltar para o convívio dos outros, na mata. Por ele tiveram notícia de que uns trezentos selvagens se preparavam para visitar a aldeia de Mutum, a partir do dia seguinte.

As nove da noite, os botocudos foram transportados para a outra margem, pois não tinham permissão de pernoitar naquele lado do rio. No dia seguinte, pela manhã, os viajantes andaram de canoa rio acima, desejosos de ver antas e veados, numa ilha, o que não conseguiram. Não viram nem mesmo as capivaras, tão abundantes na região.

A Princesa enriqueceu sua coleção zoobotânica com espécimes de pássaros, borboletas e alguns vegetais.

Já de madrugada, os índios tinham voltado ao acampamento, e rodeado a barraca de campanha, torraram café, num grande tacho, juntando açúcar preto aos grãos cheirosos.

O almoço constou de papagaio e veado assados, sendo que o paladar do segundo muito agradou.

A tarde, os viajantes excursionaram de canoa rio abaixo, até uma cabana de botocudos que haviam sido escorraçados, há seis anos atrás, por outros índios.

Desanimados em aguardar a visita que fora anunciada, os viajantes resolveram partir, na madrugada de segunda-feira, 3 de setembro). As seis da manhã, deixaram Mutum, subindo o rio. O trecho era atraente, cheio de pedras que reluziam ao sol, e percorria a floresta luxuriante. A atenção se voltava para os gritos dos macacos sauá, que faziam escandaloso alarido.

No porto de Tatu, obtiveram a informação de que, em três dias, deveriam fazer o percurso até Regência Augusta, na foz do Rio Doce, onde poderiam alcançar um pequeno vapor costeiro, pertencente à firma Miranda Jordão & Cia., que os levariam a Vitória.

Deliberaram mandar a maior parte da bagagem por terra, confiada aos guias tropeiros, e arranjaram uma canoa com toldo de palha, que levava o Sr. Francisco Vieira de Carvalho Milagres, antigo fazendeiro de Cantagalo. Ele emigrara para o Guandu de Baixo levando os escravos para abrir uma grande lavoura de café.

Passaram por Mutum às onze horas e lá completaram a tripulação da canoa, assim constituída: um branco, encarregado do leme, e três remadores, sendo dois botocudos e um soldado preto, daquele aldeamento.

Próximo a uma aldeia de índios semi-civilizados, havia uma árvore desfolhada, bizarramente coberta de papagaios, cujo verde parecia substituir as folhas.

Na desembocadura do rio São João, passaram por uma canoa conduzida por um botocudo, de aparência meio selvagem. Vestia um calção e tinha o cabelo bem tosado ao redor da cabeça, moda comum aos da raça e que a Princesa Teresa achou parecida com uma peruca de pele. Ela sustentou animada conversação com o Sr. Milagres, dono da canoa, homem já idoso. Na opinião do fazendeiro, o serviço de proteção aos silvícolas mantinha política errada, proibindo o ataque aos índios. Achava que devia haver permissão de se matar os botocudos, como se matavam as cobras ou as onças.

Escurecia, quando chegaram à barra do rio Pancas, afluente do norte, em cuja margem havia um acampamento de botocudos. Pernoitaram em frente àquela barra, na cabana pobre, pertencente ao negro Soares.

O rio era tão seco que gastaram meia hora num banco de areia, baldeando de canoa.

Armaram as camas de campo no casebre de apenas quatro paredes e, além disso, esburacado.

Começou uma OUVERTURE dos incansáveis sapos ferreiros, o que não atrapalharia o sono. Mas, como o teto de palha deixasse gotejar água da chuva, pouco dormiram.

As seis e quarenta e cinco da manhã de neblina, punham-se em marcha.

Teresa Carlota ia atenta aos passarinhos, papagaios, tucanos, pombas e por mais que procurasse, não encontrou antas nem capivaras. Quanto à flora, deixemos que ela mesma se expresse: "Em Vida a extensão beira-rio, via-se a mais maravilhosa vegetação, que só à do Amazonas é comparável e cuja beleza se torna indescritível em qualquer idioma".

Às nove horas, atracaram à margem sul, na fazenda SANTO ANTÔNIO, de um prussiano. Comeram saboroso jantar, composto de assado de paca e raízes de inhame.

O fazendeiro presenteou a Princesa com duas cabeças de peixes espadartes, espécies encontradiças no rio, e saborosas, que chegavam a alcançar um metro e meio de comprimento.

No dia seguinte, despediram-se quase às onze horas da manhã e, depois de viajarem quatro horas, viram, em Santo Amaro, trabalhadores botocudos menos influenciados pela civilização. Os homens usando batoques nos beiços e as mulheres carregando os filhos às costas, amarrados de maneira típica.

Abaixo da ilha das Palmas, ouviam gritos de BARBADOS, macacos que haviam sido classificados pelo Príncipe Waximiliano de Neuwied. Três jacarés, deitados no rio, mantiveram-se impassíveis à aproximação da canoa.

A Princesa não podia compreender o desejo dos moradores ribeirinhos em disporem de navegação a vapor, com um rio tão raso. O fazendeiro Milagres também se mostrava apologista da navegação, julgado-a possível, até mesmo na estação seca.

À tarde, os canoeiros acenderam um fogo na canoa, sobre um monte de areia, e fritaram umas bananas que serviram a todos.

Abaixo do desaguadouro da lagoa Juparanã-Mirim, ainda com a luz do dia, avistaram a colina na qual se assentava a Vila de Linhares. Todavia, só com o escuro (sete da noite), é que lá chegaram.

A população da vila dedicava-se à extração do jacarandá, fonte de renda de meia dúzia de madeireiros.

A modesta casa, escolhida para hospedagem, pertencia a um comerciante brasileiro, que tinha como doméstica uma índia botocuda, cujos cabelos negros, penteados para trás, chamaram a atenção da Princesa.

Dia seguinte, antes do almoço, deixavam aquele lugar que fora primitivamente ocupado pelos botocudos.

Na ilha das Onças, a Princesa conseguiu apanhar alguns ninhos de guaxes, pendurados nos galhos que se debruçavam sobre as águas. Pouco abaixo, passaram por uma capivara morta, e por jacarés: o primeiro, com três metros, aproximadamente, de tamanho. O segundo, com listas escuras na cauda, dormitava sobre um pau caído. O terceiro, dentro d’água, mantinha de fora só o focinho feio e sujo.

Seguiam navegando em ziguezague, evitando os bancos de areia. Ainda assim, a canoa encalhava e os remadores precisavam de descer, cavar a areia com o facão, e empurrá-la.

Afinal, alcançaram a foz do rio, atracando à margem direita, na vila de Regência Augusta, que era formada por algumas casas de barro, poucas em tijolo e telha, espalhadas entre o areal e os coqueiros. Faltava igreja ou capela, porém, foi notada a existência de uma escola.

Dispensaram a canoa, a qual foi confiada ao botocudo. O mesmo trecho, em cujo percurso gastaram três dias, ele deve ria fazer, de volta, até Mutum, em três semanas, dadas às dificuldades de subida contra a corrente.

Pequena casa vazia, do agente da navegação, serviu aos viajantes, de pousada.

Nas imediações, a Princesa conseguiu alguns maravilhosos exemplares de besouros em cores brilhantes, ouro-amarelados, bem como uma espécie vegetal pouco espalhada no Brasil. Na manhã seguinte, ela sentiu a familiaridade das galinhas, entrando e saindo, mansamente, pela janela da casa. Uma delas teve a sem cerimônia de botar um ovo na sua baciinha de lavar o rosto.

Enquanto aguardavam a chegada do vapor, passearam pelos arredores, e a Princesa assustou, involuntàriamente, um negrinho, que saiu em desabalada carreira e gritando, ao vê-la com a sua rede de caçar borboletas.

O vapor chegou à uma da tarde, causando decepção, pois a Princesa julgou-o menor do que qualquer vaporzinho do Bodensee.

Havia acomodações para vinte e cinco a trinta passageiros de pé. Esse pequeno vapor, pertencente a uma firma carioca, fazia duas viagens mensais, entre os portos de Vitória, Santa Cruz e Regência Augusta, na foz do Rio Doce.

Com algumas apreensões do comandante, que gritava aos marinheiros, desorientados como baratas tontas, o RIO SÃO JOÃO, capaz de desenvolver uma velocidade de oito e meia milhas por hora, enfrentou a barra, galhardamente, cortando as grandes ondas que quase arrancavam suas rodas e forçavam os passageiros a se assentarem no chão, para não caírem.

Despediam-se do Rio Doce, entrando num mar calmo, até a vila de Santa Cruz. O barco, cujos porões podiam comportar cinqüenta toneladas, recebia carregamento de café.

A chuva estorvou o prazer de ir à terra, naquele dia. Só no seguinte, que era 7 de setembro, aproveitando a folga de trabalho, no porto, a Princesa foi à igreja e assistiu à missa, tendo oportunidade de conhecer o padre, um italiano. Ela admirou-se da facilidade com que os latinos preteriam a língua materna, pois embora se dirigisse ao vigário no idioma de Dante, as respostas eram no bom português de Camões. Na mesma manhã, cavalgou um trecho da costa e entrou terra adentro, até um sítio, donde avistava o monte Camelo, com 630 metros de altura.

A noite, os moradores da vila, comemorando o feriado cívico, acenderam uma fogueira e houve retreta de banda de música, dirigida pelo Prof. José Novo.

Na manhã do outro dia, despediam-se de Santa Cruz. Com quatro horas de viagem, o RIO SÃO JOÃO entrava na Baía de Vitória.

Os viajantes hospedaram-se outra vez na mesma casa do comerciante Pecher, onde ficaram esperando um vapor costeiro que vinha do Norte, para regressarem ao Rio de Janeiro.

A infatigável excursionista aproveitou a tarde e fez um passeio a cavalo, de quatro horas, até as ruínas de CARAPINA, vendo alicerces, pilares e paredes derrocadas do que fora, outrora, uma grande fazenda dos Jesuítas, com casa-grande, senzalas, engenhos e uma igreja construída em 1746, onde se devotava linda imagem de N. S. da Ajuda. Na região alagada, ela ouviu cigarras, num canto que parecia apito de locomotiva, ao longe. Em CARAPINA, gravou a maravilhosa vista que se descortinava aos seus olhos.

Teresa Carlota estranhou que Vitória, com doze mil habitantes e doze igrejas e capelas, dispusesse de um único sacerdote para rezar uma única missa dominical, a que ela assistira.

Os viajantes visitaram o Convento da Penha, embarcando num bote, em companhia duma família brasileira. Levavam uma noiva de 16 anos, e a irmã, de 19 que, de acordo com a opinião dos capixabas daquela época, já era uma solteirona. Os jovens deram impressão de extrema timidez: a noiva, por exemplo, só devia ver o noivo aos domingos e, no entanto, o casamento estava marcado para breve.

O muito vento embravecia a maré que o bote enfrentou sen que os remadores conseguissem chegar ao ancoradouro de Vila Velha, tendo de aportar noutro local.

A Princesa achou o Mosteiro da Penha abandonado. Pelo menos, foi essa a impressão que ela teve.

Visitaram, também, a aldeia do Campo e, ainda, ao regressar, tiveram de enfrentar um mar revolto.

Segunda e terça-feira, os viajantes passaram esperando o vapor e, como estivesse muito quente, a Princesa ficou por mais tempo em casa do Sr. Pecher. Aliás, ela achou que para se instruir sobre as coisas da cidade, não precisava sair, uma vez que a casa era de um dos maiores exportadores de café da província. Na parte térrea, armazenavam o produto, enquanto alguns negros se dedicavam a misturar os tipos dos cafés, conforme as encomendas dos estrangeiros. Enchiam, pesavam e levavam os sacos na cabeça, após costurá-los, mantendo uma fila interrupta de carregadores apressados que iam até o vapor, ancorado em frente. Gastaram dois dias para carregarem dois mil sacos, estimados num valor de mil marcos.

Naquele ano, o Espírito Santo havia feito uma exportação maior do que a do ano anterior, estimada em cinco milhões e oitocentos mil quilos, num valor de dois mil contos e trezentos mil réis.

Afinal, na tarde de quinta-feira (3 de setembro de 1888), os viajantes deixavam Vitória, a bordo do paquete MAYRINK, pertencente à Companhia de Navegação e Estrada de Ferro Espírito Santo e Caravelas. A noite, o barco fez curta parada em Anchieta e às três da madrugada, no porto de Piúma, acordava a população da vila com fortes apitos. Na Barra do Itapemirim a parada se estendeu até as dez horas da manhã, para receber carga de café.

Mesmo a bordo, Teresa Carlota aumentou a sua já volumosa bagagem, comprando uma maitaca. Em algumas gaiolas, levava dois periquitos, um sabiá cantador e uma araponga, cujo canto estridente, de sons que se assemelhavam a marteladas numa bigorna, lembravam as horas de excursão pela floresta virgem capixaba.

 

Fonte: Viajantes Estrangeiros no Espírito Santo, 1971
Autor: Levy Rocha
Compilação: Walter de Aguiar Filho, maio/2016

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