Fonte: A Gazeta - Vitória 450 anos
Dois estrangeiros ilustres documentaram as mudanças promovidas na cidade de Vitória pelo governador Francisco Alberto Rubim (governou de 1812 a 1819): o príncipe Maximiliano e o naturalista Auguste Saint Hilaire. O monarca viajava com um séquito de botânicos e desenhistas e aportou em Vitória em 1816. Produziu gravuras que hoje se mostram raras já que revelam como era a Ilha naquele tempo. Uma delas, chamada "Pedra de Jucutuquara" mostra uma Vitória repleta de matas.
Já o francês Saint Hilaire foi minucioso em seus relatos: "As ruas são calçadas, porém, o são mal, têm pouca largura, não oferecendo nenhuma regularidade. Entretanto, não se vêem aqui casas abandonadas, semi-abandonadas, como na maioria das cidades de Minas Gerais. Entregues à agricultura, ou a um comércio regularmente estabelecido, os habitantes da Vila de Vitória não são sujeitos aos mesmos reveses dos cavadores de ouro, e não têm razão de abandonar sua terra natural. Eles têm o cuidado do bem preparar e embelezar suas casas. Um número considerável dentre elas tem um ou dois andares. Algumas de janelas com vidros e lindas varandas, trabalhadas na Europa..."l
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