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Vitória - Por Francisco Aurélio Ribeiro

Capa do Livro - Espírito Santo de A a Z - Autor: Francisco Aurélio Ribeiro, 2010

Capital do Estado do Espírito Santo desde 1551, quando passou a ser a Vila Nova do Espírito Santo, em oposição à Vila Velha fundada por Vasco Fernandes Coutinho, em 1535. Situada na ilha de mesmo nome, antes chamada de Ilha de Duarte de Lemos e Ilha de Santo Antônio. Seu nome é uma homenagem a Nossa Senhora da Vitória, cuja data é comemorada em oito de setembro. Vitória foi uma pacata vila de pescadores, pequenos comerciantes, soldados de seus vários fortes e de religiosos, durante 400 anos, daí ser conhecida pelos viajantes e por seus moradores como “cidade presépio”. Só no século XX, com a construção do porto para a exportação de café, principalmente, e mais tarde, a presença da CVRD e do minério de ferro vindo das Minas Gerais, culminando com a construção do porto de Tubarão, Vitória perdeu a cara de cidade presépio cantada por Adolfo Fraga, Haydée Nicolussi, Areobaldo Lelis Horta, Elmo Elton, Geraldo Costa Alves e tantos outros poetas do passado.

Em 1980, o prefeito Carlos Lindenberg decretou como hino oficial de Vitória a canção de Carlos Cruz, Almeida Rego e Maestro Carioca, que tem a seguinte letra: “Vitória, Da Vila Nova antiga / Hoje o pregresso tem vida / No porto que é Tubarão. / Vitória das vitórias / A terra feliz onde eu nasci, / Tem no Penedo bravura / E doçura em Camburi. / Vitória / Minha querida Vitória / És a cidade presépio / Orgulho do meu coração!” Parece que foi essa a última tentativa de consagração do epíteto “Cidade Presépio” a Vitória. Extra-oficialmente, consagrou-se a canção “Cidade Sol”, de Pedro Caetano, como o hino afetivo ou emocional de Vitória e, a partir daí, não mais se referiram à nossa bela capital como “Cidade presépio” mas, sim como “Cidade sol”. Eis o que diz a letra, de fácil memorização: “Cidade Sol, com o céu sempre azul / Tu és um sonho de luz norte a sul / Meu coração te namora e te quer / Tu és Vitória um sorriso de mulher / Do Espírito Santo, ás a devoção / Mas para os olhos do mundo. És uma tentação / Milhões te adoram, e sem favor algum / Entre os milhões, eis aqui mais um”.

Com mais de trezentos mil habitantes e, apesar dos congestionamentos e da poluição ambiental, Vitória é uma bela cidade, uma das mais harmoniosas capitais do Brasil, principalmente se a vimos do alto da terceira ponte ou do campinho do Convento da Penha. Vitória lembra Salvador e o Rio de Janeiro, mas delas se diferencia, pois tudo aqui é mais contido, menos exuberante, como o próprio capixaba e sua alma, um misto de beija-flor e panela de barro, como a cantou uma de suas poetas recentes, Elisa Lucinda.

 

Fonte: Espírito Santo de A a Z, 2010
Autor: Francisco Aurélio Ribeiro
Compilação: Walter de Aguiar Filho, setembro/2013

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