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Voto de Castidade - Elmo Elton

Neste tempo, juntamente com as letras, começou também a mostrar sua inclinação à virtude, branda condição e modéstia, edificando com seu exemplo a todos a quem tratava. E Deus NOSSO Senhor começou, por sua parte, a plantar em sua alma as virtudes, das quais, crescendo depois com a divina graça, haviam os fieis e gentios de recolher muito fruto espiritual, como a experiência mostrou

A primeira destas plantas foi um eficaz desejo da pureza d'alma e corpo, com aborrecimento de todos os vícios, e em particular dos torpes e desonestos. Em sinal do qual desejo, estando um dia na Sé de Coimbra, de joelhos diante de um altar, em que estava uma imagem de vulto de Nossa Senhora, fez voto de perpétua virgindade em que Deus Nosso Senhor o conservou por toda a vida. PERO RODRIGUES - ob. cit.

 

VOTO DE CASTIDADE

Buscou ser sempre casto e, ainda estudante,
em Coimbra, num voto à Mãe de Deus,
promete, então, já nos arroubos seus,
somente dela ser, daí por diante.

Logo depois, noutro torrão distante,
embora entre índias nuas e entre ateus,
não dando ao voto antigo nunca adeus,
mais se apega à pureza, confiante.

Também assim, qual garça sobre o mangue,
que, vivendo na lama, altiva ou langue,
 jamais macula a alvíssima plumagem,

foi José de Anchieta, por vontade,
junto a índios nus, mantida a castidade,
branco lírio, sem nódoa, em chão selvagem.

 

Autor: Elmo Elton
Fonte: Anchieta, Vitória 1984 

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