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Vovô no Céu - Por Sérgio Figueira Sarkis

Antônio Miguel, na calçada em frente ao seu estabelecimento comercial, na Av. Jerônimo Monteiro, no Centro de Vitória, trajando seu único terno

Vovô chega ao céu e é recebido por São Pedro, a quem pede permissão para entrar. São Pedro pega o arquivo dele e diz:

- Não tem aqui informação do senhor ter feito qualquer caridade na terra. Pelo contrário, consta que era pão duro, vivia recluso, sem praticar benfeitoria às pessoas necessitadas! Diante disso, não vejo como permitir sua entrada no céu, a não ser que me relate pelo mesmo dois atos de caridade que tenha praticado.

 Vovô pensou, pensou, pensou e disse:

— Há 20 anos, passando pela Praça Oito, encontrei uma família de cinco filhos, mortos de fome e sede. Resolvi ajudá-los, dando-lhes uma moeda de um réis.

— E o outro?

Vovô então disse:

— Dez anos depois, passando pela Avenida Jerônimo Monteiro, numa noite muito fria, encontrei um mendigo, tremendo e com fome. Ele me pediu ajuda e, com pena, dei-lhe um réis e segui adiante.

Silêncio... São Pedro então pergunta:

— Tem o senhor mais alguma coisa para relatar?

— Não, respondeu vovô.

Então, São Pedro mete a mão no bolso, puxa duas moedas de um réis cada, e, dando-as a vovô, faz a seguinte exclamação:

- Tome aí seus dois réis e vá para o inferno!

  

Fonte: No tempo do Hidrolitol – 2014
Autor: Sérgio Figueira Sarkis
Compilação: Walter de Aguiar Filho, fevereiro/2019

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