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Miguel de Aguiar
Miguel
Manoel de Aguiar Junior nasceu em Vila Velha – ES, em
31 de março de 1893. Filho de Miguel Manoel de Aguiar
e Maria da Penha Nunes de Aguiar, teve como irmãos
João, Vitória, Manoel, Maria e Carolina. Aos
quatro anos perdeu seu pai e aos nove anos sua amada mãe.
Miguel casou-se com Magnólia Carvalho de Aguiar e,
desta união, nasceram os filhos Duckla, Nilda, Aurelino,
Walter, Augusto, João, Zilmar e Paulo.
Seus avós e demais ancestrais eram vila-velhenses.
Nascido e criado nesta abençoada terra, era um devoto
fervoroso de Nossa Senhora da Penha.
Na sua juventude, entre seus fiéis amigos, destacaram-se
Clementino de Barcellos, Lúcio Bacelar, Pedro Silva,
Antônio Araújo, Alvino Simões, Nazario
Simões, Manoel Leão, Manoel Duarte, Tanego Piratininga
de Barros (com seu violão e cavaquinho), Felintro das
Neves Santos (Zico), pai de Guilherme, Jair e Antônio
Santos, Doutor Luiz Adalfeno, Tihers Vellozo (pai de Antônio
Gil Vellozo), Desembargador Cristiano de Andrade e Desembargador
Augusto Botelho, Alberto Queiroz, Higino Queiroz, Alexandriano
Cruz, Alexandrino Caldeira (pai de Milton Caldeira), Professor
Ernani Souza e Diociécio Gonçalvez Lima, pai
do escritor Dijairo.
Com eles, Miguel Aguiar organizava festas e fundou os clubes
União das Flores, Democráticos e Celestial.
Na década de 30, formou um grupo teatral com representações
em vários municípios, despertando grande interesse
pela arte. Promoveu a inauguração da Praça
Duque de Caxias, no Centro de Vila Velha, no ano de 1937,
e foi criador dos festejos de São Benedito, no período
de 1932 a 1938 (fincamento de mastro do Glorioso Santo).
Incentivador de vários acontecimentos em Vila Velha,
era orador emérito nas comemorações do
dia do município, 23 de maio.
Foi nesta data, no ano de 1935, na comemoração
do 4º centenário da Fundação do
Solo Espírito-Santense, que Miguel Aguiar, na exaltação
do seu amor cívico, organizou a maior festa de Vila
Velha.
No palco histórico do belíssimo recanto desta
maravilhosa cidade, na Prainha, sob o fulgor da ornamentação
do cenário, Miguel Aguiar, representando Vasco Fernandes
Coutinho, e sua comitiva, desembarcaram da réplica
da bela Galera Glória, na Prainha, a poucos metros
da praça, e caminharam em direção ao
arco monumental das comemorações.
O donatário da Capitania do Espírito Santo e
sua esposa, foram assim representados, envolvidos pelas tribos
de índios, chefiados pelo pagé – Lúcio
Bacellar (grande artista e pintor da época) –
e um grupo de fidalgos, homenageando Vasco Fernandes Coutinho.
Emprestaram valorosa contribuição para o êxito
desta festa, os irmãos pescadores Dedé e Carlos
(presidente da Colônia dos Pescadores), os escoteiros
pertencentes à Frota Vasco Coutinho, chefiada pelo
professor Aloir Araújo e o diretor do Grupo Escolar
Vasco Coutinho, professor Ernani Souza.
Os representantes de Vasco Coutinho e sua esposa Luiza Grinalda
foram aplaudidos pela imensa platéia e autoridades
civis e eclesiásticas, na pessoa do senhor Bispo D.
Luiz de Scorteganha, e militares (participação
do glorioso 3º B.C.).
Entre aplausos e fogos, surgiu no céu a Esquadrilha
da Fumaça, com rasantes evoluções sobre
o palco da magnífica e inesquecível comemoração.
Miguel Aguiar é o padrinho da Bandeira de Vila Velha,
que tem como madrinha Maria Emelina Mascarenhas, a amável
D. Nenê, que era esposa de Clementino Barcellos.
Funcionário graduado dos Correios e Telégrafos
de Vitória, Miguel foi mais tarde transferido para
outras cidades, ocupando no Rio de Janeiro o cargo de diretor.
Aposentado, voltou para sua cidade natal – Vila Velha
- e contraiu novas núpcias com a dedicada Ester Pitanga,
filha também de tradicional família vila-velhense.
Após
bem vividos 93 anos, veio a falecer no dia 27 de março
de 1986.
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