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Morro Inhoá
Inhoá
é também uma palavra de origem tupi. O termo
pode vir de embuá, ambuá, imbuá, que
significa centopéia e que, por corruptela, transformou-se
em n'boá e depois em inhoá.
Na
pequena praia de Inhoá, em Vila Velha, entre o mar
e o morro, os pescadores construíram suas casas de
taipa com cobertura de palha. Do mato baixo e sob as pedras
menores do pé do monte saíam aranhas, formigões,
centopéias ou embuás. Os meninos canelas-verdes
sempre identificaram o embuá como sendo a paquinha,
exímia cavadeira de solo arenoso e inofensiva àqueles
que com ela brincavam, diferente do quilópodes e da
centopéia.
Na
vertente norte do morro está a residência da
tradicional família Ferreira da Silva e Rosa Folegatti
da Silva, a quem Vila Velha do início do século
passado se acostumou a render homenagens pelo belo exemplo
de dedicação ao trabalho e conduta dos seus
filhos diante da sociedade local. No pé do morro Inhoá,
havia a edificação onde originalmente funcionou
a primeira fábrica de sabão, que enviou o seu
produto para todas as cidades do Espírito Santo e para
os estados vizinhos.
Tendo
os descendentes dos fundadores se dedicado a outras atividades,
a antiga fábrica deixou de produzir. Só mais
tarde reabriu como depósito de produtos inflamáveis,
a cargo da firma J. Zinzen & Cia., quando ruiu a chaminé
primitiva. Por último, após a Segunda Guerra
Mundial, ela foi usada como depósito de areia monazítica
trazida do sul do estado. A matéria-prima era, em seguida,
transportada para a fábrica de beneficiamento instalada
na praia do Suá, no outro lado do canal, de onde era
exportada.
José
Felipe da Silva, um dos herdeiros do sítio Inhoá
onde foi criado e ainda mantém residência, diz
jamais ter visto nos limites da sítio Inhoá,
de sua propriedade, qualquer ruína ou vestígio
de construção anterior à citada fábrica
de sabão.
Fonte: Vila Velha - Onde começou o Estado do
Espírito Santo
Autor: Jair Santos
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