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Marechal Floriano
História:
Marechal
Floriano foi emancipado de Domingos Martins em 31 de outubro
de 1991. É conhecida como “Cidade das Orquídeas”,
pela grande quantidade de espécies de orquídeas
existentes nas matas do município.
A cidade era chamada de Braço Sul, devido ao Braço
Sul do Rio Jucu que corta o município. Em 13 de maio
de 1900 recebeu o nome de Marechal Floriano, dada a visita
do 1º Vice-presidente da República, Marechal Floriano
Peixoto, na inauguração da Rede Ferroviária
Leopoldina Railway.
O Município de Marechal Floriano pertence à
Microrregião Geográfica de Afonso Cláudio.
Localizado na Região Sudeste do Brasil, o município
situa-se na Região das Montanhas Capixabas, ficando
a apenas 45 km da capital, Vitória.
Sua área territorial é de 284,84 km², limitando-se
ao Norte e a Oeste com Domingos Martins, ao Sul com Guarapari
e Alfredo Chaves, e a Leste com Viana. Sua altitude média
é de 544 metros.
O
relevo do Município é montanhoso, acidentado,
formado por terras “frias”. O clima é tropical
de altitude, com temperatura amena durante a maior parte do
ano. As áreas com matas remanescentes da Mata Atlântica
localizam-se principalmente no alto dos morros. O restante
da vegetação é formada por pastagens,
plantio de café, culturas permanentes e temporárias.
O Rio Jucu Braço Sul banha todo o município,
de Oeste a Leste. Também cortam o município
pequenos rios e córregos, tais como: Rio Fundo e Rio
Peixe Verde.
Os primeiros habitantes de Marechal Floriano:
Italianos - Segundo a historiadora Maria
Stella de Novaes, o primeiro imigrante que chegou ao ES, em
1840, foi Giuseppe Balestrero. Em 1859, já haviam 27
italianos em Santa Isabel, mas o maior fluxo para esta região
começou em 1875.
Normalmente eles saíam da Itália de navio e
chegavam ao Rio de Janeiro, onde ficavam em quarentena na
Ilha das Flores, seguindo depois para Vitória. De lá,
pelo Rio Benevente, Piúma ou Barra de Itapemirim, seguiam
de canoa ou barco até Alfredo Chaves, de onde saíam
para a região do Alto Castelo e para o atual distrito
de Araguaia e outros núcleos, onde construíram
as primeiras moradias.
Alemães - Em 1846, os alemães
que saíram de sua terra em direção ao
Rio de Janeiro, passando por Dunquerque, na França,
tiveram dificuldades de embarcar para o Brasil por falta de
navio. Porém, em agosto do mesmo ano, conseguiram um
navio veleiro e setenta dias depois chegaram ao Rio de Janeiro.
Lá, ficaram 60 dias amontoados em um galpão
passando necessidades, inclusive fome.
Alegando que no sul as terras ainda não estavam demarcadas,
o imperador enviou-os para Vitória, convencendo-os
que o clima era semelhante ao sul do Brasil. Chegaram em Vitória
no dia 21 de dezembro de 1846, a bordo do Transporte Nacional
Eolo. Saindo de Vitória foram levados a Viana, onde
ficaram em cabanas construídas para eles.
À procura de um lugar melhor, os colonos foram subindo,
margeando o afluente Braço Norte do Rio Jucu, e se
instalaram à margem desse rio, na Serra de Boa Vista,
hoje, Km 34 da BR 262. Os colonos, porém, não
consideraram esse o melhor local, e continuaram subindo em
direção às montanhas. Lá chegando,
dividiram-se, formando duas vilas: uma católica que
se chamou Santa Isabel, e outra luterana, a que chamaram Campinho.
Todos esses imigrantes contribuíram de maneira decisiva
para a formação sócio-política-econômica
do município de Domingos Martins, e posteriormente,
na criação do município de Marechal Floriano.
De acordo com histórico narrado pelo Sr. Emilio Hülle,
foram os primeiros moradores de Marechal: Jacob Kuster, Felipe
Endlich, Ulrico Kuster e outros já não lembrados.
Aspectos
Culturais:
Os
aspectos culturais do Município são influenciados
fortemente pelos costumes dos alemães e italianos que
fundaram a cidade, e se manifestam nas comidas típicas,
na dança, na música e na arquitetura. Entre
as comidas típicas de origem italiana estão:
Capeletti, macarronada, nhoques de batata, polenta. Já
as comidas típicas de origem alemã são:
Chucrute, eisbein (Joelho de porco), kassler (Carré
suíno), würstchen (salsicha).
Quem quiser saber um pouco mais dos primórdios da colonização
da região das montanhas capixabas não pode deixar
de visitar os Centros Culturais Clara Luíza Hulle Pereira
e Ezequiel Ronchi. Este último fica em Araguaia, onde
foram erguidas as primeiras casas da região por imigrantes
italianos e alemães.
Nele os visitantes vão encontrar diversos utensílios
usados pelos imigrantes quando chegaram ao local. Desde móveis
que atravessaram o Oceano Atlântico vindos da Europa,
até ferramentas utilizadas para derrubar as árvores
para edificar as casas onde iriam morar.
Localizado na sede do município, o Centro Cultural
Clara Luíza Hulle Pereira também tem fotos antigas,
peças de roupas e muitos utensílios usados pelos
imigrantes, como as louças de porcelana trazidas da
Europa.
A prefeitura está querendo transformar o distrito de
Araguaia em um sítio cultural. Quem passa pelo vilarejo
percebe na mesma hora que as tradições dos antigos
colonizadores italianos têm raízes fortes. Muitas
casas ainda conservam sua arquitetura original do início
do século passado. Um exemplo disso é a Casa
Rosa, do século XIX, que contém o maior acervo
do Estado de móveis e utensílios da época.
O
que ver:
Cachoeira
do Zeca: Santa Maria - Tel.: (27) 3288-3175/3349-8042
Centro Cultural Clara Luiza Hulle Pereira:
Praça José Henrique Pereira, centro –
Tel.: (27) 3288-1867
Centro Cultural Ezequiel Ronchi: Rua Busato,
154, Araguaia – Tel.: (27) 3288-1930/3085
Florabela Orquídeas: Estrada do Caracol,
sede – Tel.: (27) 3288-1800
Gruta Nossa Senhora de Lourdes: Santa Maria
Mirante do Restaurante Grossmutter: Rod.
BR 262, Km 42,6 – Tel.: (27) 3268-1521
Orquidário Nego Plantas: Av. Arthur
Haese, centro – Tel.: (27) 3288-1207
Fonte:
http://www.marechalfloriano.es.gov.br/
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