|
Humberto de Campos
Humberto
de Campos Veras
Escritor,
nasceu em Muritiba, Maranhão, a 25/10/1886, e faleceu
no Rio de Janeiro, a 25/12/1934.
Com
seis anos de idade foi levado por sua família para
a Paraíba, no Piauí. Estudou no Externato de
São José e no Colégio Saraiva. Em 1889
empregou-se como tipógrafo, na tipografia "O Comercial".
A serviço da "Casa Trasmontana" e do "Jornal
do Maranhão", voltou nesse mesmo ano ao seu estado
natal. Em 1902 esteve novamente no Piauí. Em 1903 percorreu
os rios Puruas, Madeira e Iuruá desempenhando incumbências
recebidas de um escritório de Belém. Embora
com a saúde abalada, visitou a seguir, obras contra
a seca no Ceará, Piauí e Maranhão. Em
1908 volta ao Amazonas a fim de dirigir a exploração
de seringais. As deploráveis condições
de vida dos homens empregados nesse serviço revoltaram
a Humberto de Campos, que escreveu sobre o assunto numa série
de artigos para a "Folha do Norte", de Belém.
O
valor do jovem escritor foi revelado por esses artigos ao
Senador Antônio Lemos, que o fez seu secretário
particular, redator da "Província do Pará",
chefe de seção da Prefeitura da Capital, diretor
da Secretaria do Conselho Municipal, Secretário da
Comissão Executiva do Partido Republicano Paranaense
e secretário da municipalidade. Em 1912, porém,
com a queda do partido a que pertencia aquele senador, veio
Humbeto de Campos para o Rio, passando a trabalhar na redação
do "Imparcial". Em 1919 foi eleito para a Academia
Brasileira de Letras. Entre os inúmeros livros que
publicou, destacam-se:
-
Poeira em 1911;
- Serra de Booz em 1918;
- Tonel de Diógenes em 1919;
- A Serpente de Bronze em 1921;
- A Bacia de Pilatos em 1923;
- A Funda de Davi em 1924;
- Antologia dos Humoristas Galantes em 1926;
- Alcova e Salão em 1927;
- Memórias em 1932;
- O Monstro e Outros Contos em 1932;
- O Brasil Anedótico;
- O Conceito e a Imagem da Poesia Brasileira;
- Crítica em 1933.
Deixou
no prelo "Destino" e "Os Donos dos Nossos Versos".
Humberto
de Campos escrevia as suas crônicas sempre impregnadas
de um sentido humano extraordinário. A bem dizer nunca
foi grande poeta, nem romancista, foi um dos maiores cronistas
do Brasil.
Ao
que consta, nunca veio ao Espírito Santo, apesar de
ser homenageado com a denominação em Vila Velha
de um espaço cultural com seu nome: Academia de Letras
Humberto de Campos.
Por:
Roberto Brochado Abreu - Presidente da Casa da Memória
de Vila Velha (31/07/2007)
Links
Relacionados:
>>
>>
|