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Barão de Timbuí
Barão
de Timbuí (1874-1883)
Olindo Gomes dos Santos Paiva
(?, ?-?, 19.VIII.1883)
Político
capixaba. Pesquisas genealógicas recentes indicam que
talvez seja irmão da mãe do barão de
Aimorés, o que o faria nascido em São Mateus,
nos primeiros anos do século XIX. Deputado provincial
(1870-1871), (1872-1873), (1874-1875). No seu ato de nomeação
é citado por relevantes serviços prestados à
humanidade, à linha telegráfica do norte e em
relação à Guerra do Paraguai. Agraciado
com o título em 16.IX.1874
Um
dos homens mais ricos do império, o fazendeiro Olindo
Gomes dos Santos Paiva, o Barão de Timbuí, deixou
uma contribuição importante para nossa história:
foi um dos financiadores do telégrafo no Brasil (1852),
o que inclusive, lhe teria rendido o título de nobreza.
Segundo relato do escritor e historiador Maciel de Aguiar,
homem voltado para as letras e a ciência, D. Pedro II
participou de uma exposição nos Estados Unidos,
onde teria tido o primeiro contato com o aparelho.
Entusiasmado,
chegou ao país repleto de idéias, mas não
dispunha de recursos para bancar o empreendimento.
Sabendo
do fato, o barão teria escrito carta ao imperador dizendo
que contribuiria com o financiamento do projeto.
Rico,
com uma boa fortuna construída a partir da produção
de açúcar mascavo, inhame, farinha de mandioca
e abóbora, o barão dispunha de todas as qualidades
indispensáveis para a época - possuía
várias posses (a vila de Itaúnas teria surgido
de uma de suas fazendas), era solteiro e ostentava um título
de nobreza.
Por
isso mesmo, era cortejado pela elite escravocrata que queria
casá-lo a qualquer custo.
O
Barão de Timbuí morreu sem deixar herdeiros
oficiais.
"Convidado
a frequentar a casa-grande, fugia à noite para a "quartaria"
onde dormia com as mucamas. Em suas idas ao Rio de Janeiro,
escolhia até 15 negras para levar na viagem",
relata o historiador.
Fonte:
A Tribuna (29/7/2007)
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