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Cemitério de Santo Antônio
Santo
Antônio foi o primeiro nome da ilha de Vitória.
Hoje esta denominação se restringe ao bairro
situado na parte oeste da ilha.
Até
o século XIX, a região de Santo Antônio
foi área de plantio de lavouras para o abastecimento
da vila de Nossa Senhora da Vitória. Os produtos chegavam
à vila em canoas ou através de uma estrada carroçável
que contornava o maciço central. Em fins do século,
várias famílias de origem italiana instalaram-se
na região.
O
bairro Santo Antônio fica afastado do centro de Vitória
e por este motivo foi escolhido no final do século
XIX para localização de vários cemitérios.
O Cemitério de Santo Antônio foi construído
no século dezenove com a proibição de
enterros em igrejas, mas ganhou mais importância no
século vinte.
Em
1911 foi inaugurado o serviço de bondes elétricos,
com duas linhas, uma de Santo Antônio ao Suá,
outra que unia a Cidade Alta à Cidade Baixa. No dia
1º de maio de 1912, foi aberto o cemitério de
Santo Antônio, e estabeleceu-se o enterro feito com
bonde, com um carro levando o caixão e outro, os acompanhantes,
registra a série de fascículos A Saga
do Espírito Santo.
Na
década de 1920, o caminho dos trilhos do bonde foi
alargado com a construção do muro de arrimo
para abertura da Avenida Santo Antônio, facilitando
o acesso ao bairro. Na década de 1930, a comunidade
decidiu iniciar a construção de uma capela,
hoje Igreja Matriz de Santo Antônio. Com o aumento do
número de moradores, logo a igreja ficou pequena. Em
1951 foi criada a paróquia de Santo Antônio e
em seguida iniciada a construção de um novo
templo, o Santuário de Santo Antônio, sob orientação
dos padres pavonianos (Congregação dos Filhos
de Maria Imaculada, fundada por Ludovico Pavoni, natural de
Bréscia, na Itália).
Fonte:
http://sistemas.vitoria.es.gov.br/
Fonte:
A Gazeta
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