|
Ceia Natalina
A
ceia natalina do Brasil e de outros países guardam
muitas tradições em comum. Elas tem origem em
velhos hábitos da Roma antiga, como o consumo de frutas
secas nesta época do ano. Saiba porque alguns desses
alimentos viraram tradição no Natal.
Nozes
Na
Europa do século XV, as pessoas costumavam ir em jejum
à missa natalina e, naturalmente, chegavam em casa
famintas. Por serem um alimento capaz de conferir rápida
sensação de saciedade, as nozes se tornaram
a iguaria mais popular para apaziguar a fome no pós-missa.
Frutas
Secas
Na
Roma antiga, havia o costume de presentear as pessoas com
frutas secas durante a Saturnália, celebração
no início do inverno, justamente em 25 de dezembro.
Acreditava-se que as frutas trariam sorte às pessoas.
Com o decreto do papa Júlio I, de 350 d.C., essa se
tornou a data de comemoração do Natal - mas
o hábito de comer frutas secas permaneceu intacto.
Peru
O
navegador genovês Cristóvão Colombo trouxe
algumas espécies em seu navio, na viagem de volta da
América à Europa, no século XV. Os ingleses
foram os primeiros a aderir ao hábito de servir peru
no Natal. A razão: a ave ganhava peso com mais facilidade
do que gansos e pavões, até então tradicionais
na ceia.
Panetone
Motivado
pela concorrência com um padeiro vizinho, o milanês
Antonio Toni decidiu enriquecer uma velha receita de pão
com frutas cristalizadas. Foi no século XV, em meio
aos festejos natalinos. Acredita-se que o panetone tenha surgido
a partir da popularização do tal pane (pão,
em italiano) do Toni.
Bacalhau
Na
Idade Média, o bacalhau era um peixe barato, fácil
de encontrar e tradicionalmente consumido em períodos
durante os quais, por recomendação da Igreja
Católica, as pessoas não comiam carne vermelha.
O Natal era uma dessas ocasiões.
Fonte: Revista Veja (19/12/2007)
|