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Rua Barão de Itapemirim (ex-rua do Oriente)

Praça Costa Pereira, década de 30

Começa na Praça Costa Pereira e termina na Avenida Jerônimo Monteiro, tendo diminuído de extensão quando das obras de alargamento da avenida Capixaba. Foi, durante muito tempo, artéria de pouco movimento, mas, de alguns anos para cá, passou a ter tráfego intenso e, sendo antes quase que exclusivamente residencial, agora dispõe de comércio ativo. Nela funcionou, em sede própria, o Fênix, cabaré de propriedade de João Percy, onde, no Carnaval, se realizavam bailes, deles participando, jogadores e prostitutas. Contou, também, com uma fábrica de balas, então a única da cidade, mantida por um casal de portugueses, de prole numerosa. Seis balas custavam um tostão (cem réis). Fazendo esquina com a Costa Pereira, existiu, no início do século, a venda de Zé das Vacas, aquele que todas as manhãs fornecia leite às famílias da redondeza, o produto colhido frente aos interessados, já que, nas suas andanças, conduzia sempre uma ou duas vacas leiteiras. Tornou-se tipo popular da cidade, sendo sua venda freqüentada sobretudo pelos peroás da igreja do Rosário, os quais, por fanatismo religioso, ali armavam discussões, brigas a soco, exigindo constante intervenção policial.

A Escola Remington, após a extinção da Domingos Martins, transferiu-se para ali, funcionando em prédio moderno, de dois andares, o segundo andar ocupado pela família da proprietária.

O prédio de esquina com a Jerônimo Monteiro (ex-avenida Capixaba) foi o primeiro edifício público concluído pelo governo de Florentino Avidos, em 1925, nele se instalando a sede do Serviços de Melhoramento de Vitória.

O patrono da rua, o Barão de Itapemirim (Joaquim Marcelino Silva Lima), nasceu em São Paulo, de onde veio, ainda menino, para o Espírito Santo. Aos 17 anos, passou a servir à província, como tenente de Milícias. Foi vereador, deputado provincial, e ocupou, por várias vezes, a vice-presidência da Província. O título de barão foi-lhe conferido a 9 de dezembro de 1854, tendo falecido a 18 de dezembro de 1860, aos oitenta anos de idade. Era escravocrata, homem riquíssimo, "foi proprietário de diversas fazendas e de algumas centenas de escravos e os seus domínios estendiam por muitas léguas no sul do Estado, possuindo, ainda, a seu serviço, navios costeiros". O historiador itapemirinense Antônio Marins assim descreve o palacete do Barão: "... Escadarias de mármore com leões à entrada e torreões nos cantos. O interior era luxuoso e brunido, contende de bilhar, sala d'armas e alcovas primorosas com leitos marchetados. Os salões eram adornados de quadros e grandes retratos de antepassados. As baixelas de prata, pesadas, brilhavam, na vasta copa severamente decorada e sombria. Como nos castelos feudais, também tinha os seus desvãos subterrâneos e capela magnífica."

 

Fonte: Logradouros antigos de Vitória, 1999 – EDUFES, Secretaria Municipal de Cultura
Autor: Elmo Elton
Compilação: Walter de Aguiar Filho, outubro/2017

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