Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Clima Tempo Vila Velha
23°C

Ruas de Vitória

Trecho da Rua Sete de Setembro, 1967 - Grupo ES Memória no FB

Saint-Hilaire, em sua viagem pelo Espírito Santo, em 1818, descreve assim o Centro de Vitoria "As ruas de Vitória são calçadas, porém, o são mal, têm pouca largura, não oferecendo nenhuma regularidade. (...) Não possui, por assim dizer, nenhuma praça pública, posto que aquela existente defronte o palácio é muito pequena e é com muita condescendência que se dá o nome de praça à encruzilhada enlameada, que se prolonga da igreja Nossa Senhora da Conceição até a praia."

Até 1847 as ruas não tinham iluminação. Mas o traçado do arruamento sempre obedecia a um planejamento lógico e demarcatório: na Cidade Alta as ruas abrigavam o movimento residencial e na cidade baixa, como era assim chamada, o comercial.

Somente em 1908, sob o governo Jerônimo Monteiro, Vitória inicia sua fase de urbanização. O Centro cresce, se desenvolve. Assistindo a tal progresso, lamentava o historiador Elmo Elton: "... a partir da década de 60, começa a perder suas características. As ruas se tomam intransitáveis, a população já não convive com a baía, agora simples canal, em decorrência dos aterros para a construção do Cais do Porto. A cidade-presépio se transforma em selva de pedra."

Em homenagem às suas lembranças da "velha e querida cidade de meus pais e de eu menino", Elmo Elton escreveu Logradouros Antigos de Vitória. No livro destaca os antigos logradouros centrais de Vitória, como as ruas 13 de Maio, 7 de Setembro, Caramuru, Duque de Caxias, Barão de Monjardim, José Marcelino, a praça Costa Pereira, a Escadaria Maria Ortiz, a Praça Oito.

Dentre estas ruas, a José Marcelino marca o ponto inicial do povoamento da ilha — nela estão preservadas casas de época, tombadas. A rua era a principal de Vitória, situada na parte alta, sendo conhecida como Rua Grande. Estendia-se do largo do Santa Luzia, defronte à capela, até a ladeira da Pedra. Já a rua Sete, partia da Prainha, hoje praça Costa Pereira, e terminava na rua da Capelinha, atualmente Coronel Monjardim. Por muitos anos foi apenas residencial, mudando sua vocação na década de 60. A Prefeitura de Vitória teve sede ali, em prédio com entrada também pela Praça do Trabalho, atual praça Ubaldo Ramalhete.

A artéria central de Vitória é a Avenida Jerônimo Monteiro, que liga as regiões norte-sul. Conhecida como Rua da Alfândega, na época ainda em que era muito estreita, ia apenas do Cais do Imperador ao Edifício Nicoletti. Diz Elmo Elton: "... aí as firmas importadas tinham sede, o mar a bater-lhes nas portas do fundo, por onde recebiam as cargas desembarcadas dos saveiros e alvarengas". Em 1920 passou a denominar-se Jerônimo Monteiro, alongando-se então da escadaria Bárbara Lindenberg até a Praça Costa Pereira. Atualmente, de tráfego congestionado, principia logo após o Forte de São João até a Avenida da República.

 

Projeto Adelpho Poli Monjardim
Coleção Elmo Elton 2 - Centro de Vitória
Uma publicação da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura Municipal de Vitória, ES
Prefeito Municipal: Luiz Paulo Vellozo Lucas
Secretária de Cultura: Cláudia Cabral
Subsecretária de Cultura: Verônica Gomes
Diretor do Departamento de Cultura: Joca Simonetti
Administradora da Biblioteca Adelpho Poli Monjardim: Lígia Mª Mello Nagato
Conselho Editorial: Adilson Vilaça, Condebaldes de Menezes Borges, Joca Simonetti, Elizete Terezinha Caser Rocha, Ligia Mª Mello Nagato e Lourdes Badke Ferreira
Editor: Adilson Vilaça
Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica: Cristina Xavier
Revisão: Djalma Vazzoler
Impressão: Gráfica Santo Antônio
Tiragem da 1ª Edição - 1000 exemplares.
Fonte: Centro de Vitória, Coleção Elmo Elton nº2 – PMV, 1999
Texto: Maria Cristina Dadalto
Fotos: Judas Tadeu Bianconi
Compilação: Walter de Aguiar Filho, setembro/2020

Bairros e Ruas

Rua Santa Clara

Rua Santa Clara

No governo de Nestor Gomes construiu-se, ali, um palacete, para residência presidencial, a que chamaram "Palácio das Águias", visto que, no alto de sua frontaria, via-se, esculpida, uma grande águia, de asas abertas

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Centro de Vitória

Palco de batalhas ferrenhas contra corsários invasores, espaço para peladas de futebol da garotada, de footings de sábados e domingos, praças, ladeiras e ruas antigas curtas e apertadas, espremidas contra os morros — assim é o Centro de Vitória

Ver Artigo
Ruas de Vitória

Somente em 1908, sob o governo Jerônimo Monteiro, Vitória inicia sua fase de urbanização

Ver Artigo
Escadaria Maria Ortiz

Ao tentar alcançar a parte alta da vila, subindo estreita rampa, conhecida como ladeira do Pelourinho, os corsários foram surpreendidos pela jovem Maria Ortiz

Ver Artigo
Praça João Clímaco (ex-praça Afonso Brás) – Por Elmo Elton

Em 1910, Jerônimo Monteiro, quando o logradouro tinha o terreno inclinado, para aplainá-lo, construiu-se um muro de arrimo, coroado por balaustrada, fronteiro à atual Rua Nestor Gomes

Ver Artigo
Como nasceu a Vitória – Por Areobaldo Lellis

Circundada por montanhas desabitadas, os seus extremos eram ligados, a partir das Pedreiras, hoje Barão Monjardim

Ver Artigo