Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando desde 2000 a Cultura e História Capixaba

Nossos heróis

Cabo Aylson Simões, Expedicionário Aquino Araújo e outros combatentes de guerra

Dos 60.000 brasileiros que seriam colocados à disposição dos Aliados nas frentes de batalha contra as forças nazi-fascistas, apenas 26.500 homens desembarcaram na Itália. Metade nunca necessitaram sair dos seus acampamentos. Para isso era necessário um adestramento prévio e adaptação às técnicas do exércio americano, senhor das operações e estratégias de guerra, ao qual cabia o Alto Comando do Mediterrâneo, na Itália.

Lembramos dos nomes de alguns dos expedicionários de Vila Velha que partiram com destino à Itália: capitão Walter Alcântara, Vavá para os íntimos, muito estimado pelo seu caráter e conduta impecáveis; Major Fraga, popularmente chamado Fraguinha e recentemente falecido, e que apesar de ferido, não deixou o front; sargento Aylton de Barros, já falecido, canela-verde da gema e filho de Antônio Pereira de Barros e de dona Celina; soldado Antônio, conhecido como Antônio Feijoada, um senhor goleiro nos meios esportivos vila-velhenses, também falecido; capitão Calu, ainda são e forte; e o falecido tenente José Trindade que, tendo deixado o exército, tornou-se um rábula do direito, muito competente e respeitado nos meios forenses.

Dentre os heróis capixabas mortos no anfiteatro da Segunda Guerra Muncial, doze ao todo, 2 eram canelas-verde: o sargento Aquino Araújo e ao cabo Aylson Simões, ambos jovens e representantes de etnias predominantes no Brasil - a negra e a branca.

O cabo Aylson Simões se especializara na localização e desativação de minas. À frente da tropa e com outros batedores ia explorando o terreno, tendo conseguido gloriosos feitos, além de salvar a vida de muitos dos seus companheiros de campanha nessa espinhosa e difícil missão. Já afeito a tão altos riscos depois de tantas incursões e confiando em sua experiência, foi surpreendido, na famosa tomada de Monte castelo, por uma dessas traiçoeiras minas, tombando heroicamente.

Mas a batalha tinha que prosseguir. Nessa mesma ofensiva, à frente dos seus comandados marchava o 3º sargento Aquino Araújo, que procurava desalojar o inimigo entrincheirado e fortemente armado, recebendo então uma rajada de metralhadora que o jogou por terra. O inimigo se denunciara ao abater o valente soldado, dando com isso chance aos comandados do sargento, que assim teriam recuado e preparado nova ofensiva, desta feita com sucesso.

 

Fonte: Ecos de Vila Velha, 2001
Autor: José Anchieta de Setúbal
Compilação: Walter de Aguiar Filho, abril/2013

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Carta a um amigo

Aristeu Borges de Aguiar comenta rapidamente a situação em Portugal, e, como que vaticinando, diz “o Mundo anda meio atrapalhado, parecendo que caminha para grandes transformações". 

Ver Artigo
Com a República, pontes, estradas, indústria e comércio

No Espírito Santo, como nas demais províncias do Império, o movimento republicano foi pequeno. Em 23 de maio de 1887, foi fundado o primeiro clube republicano do Espírito Santo

Ver Artigo
Viagens à Capitania do ES - Por Bruno César Nascimento

Expedições às terras capixabas feitas pelo príncipe Maximiliano de Wied-Neuwied, em “Viagem ao Brasil” (1820), e pelo botânico e naturalista Auguste de Saint-Hilaire, em viagem por aqui em 1818

Ver Artigo
Textos de História Militar do Espírito Santo

Este é o propósito deste livro. Trata-se, o nome já o diz, de uma coletânea de textos, textos estes da mais diversa natureza: poema épico, ensaios históricos, crônicas, correspondência oficial e particular

Ver Artigo
A Importância da Mulher na História do Estado

Exaltemos as mulheres de Regência! Diz o noticiário do naufrágio do "Imperial Marinheiro", em 1887

Ver Artigo