Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

André Carloni

André Carloni

André Carloni nasceu em Bolonha, na Itália, em 28 de janeiro de 1883, e chegou a Vitória em 1890, com sete anos de idade – veio com os pais, Zama Carloni e Marcina Malagute Carloni, e irmãos. Inicialmente, a família se instalou em Jaburuna e, posteriormente, seguiu para a Fazenda Guaraná, em Santa Cruz. Lá seu pai trabalhou como mecânico e instalador de equipamentos de engenho de açúcar, por aproximadamente dois anos. Em 1892, a família retornou a Vitória, e Zama Carloni passou a trabalhar em uma serralheria. André Carloni se empregou na mesma empresa, como ajudante do pai.

Com a morte do pai, acometido de febre amarela, André Carloni passou a cuidar da família – chegou a trabalhar como lavador de pratos, garçom e capinador de rua. Sua grande oportunidade surgiu em 1895, quando trabalhou como ajudante do pintor e decorador italiano Spiridione Astolfoni, no Teatro Melpômene. Mesmo após o término dessa obra, Carloni continuou acompanhando Astolfoni em outras obras, o que lhe acarretou maior experiência.

Em 1900, Carloni matriculou-se no curso de leitura, música e desenho, oferecido pela maçonaria Monte Líbano. O curso durou dois anos e ele se destacou como melhor aluno. Descoberta a vocação, começou a trabalhar na construção e reformas de pequenas casas. Como construtor, sua primeira grande obra foi em 1909, quando transformou o antigo Convento e a Igreja do Carmo no Colégio de Nossa Senhora Auxiliadora. Construiu a Santa Casa de Misericórdia e o edifício da Assembléia Legislativa e também reformou e ampliou a Escola Normal Pedro II.

Em 1916, construiu o prédio da Alfândega e a Delegacia Fiscal de Vitória. Em 1925, projetou, construiu e decorou o Teatro Carlos Gomes. Restaurou importante patrimônio arquitetônico religioso com pequena dotação orçamentária – para ilustrar, reformou o Convento da Penha, a igreja e a residência de Anchieta, a igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida, a capela Santa Luzia e a do Rosário em Vitória, a bela igreja de Araçatiba, colaborou na restauração do projeto final da Catedral Metropolitana e construiu sua parte externa, entre tantas obras. Também atuou na edificação do Quartel Militar (que se construiu na atual Praça Misael Pena) e no solar dos Monjardim.

Em 1942, o governo federal lhe concedeu cidadania brasileira, e, em 1956, a Câmara Municipal o fez cidadão vitoriense.

André Carloni, com os rudimentos da aprendizagem que obteve, toda fortuita, tornou-se desenhista, arquiteto, decorador, estatuário, homem de empresa e construtor.

No governo de Jerônimo Monteiro (1908-1912), em plena juventude, com vinte e cinco anos de idade, ele foi uma das figuras principais nos grandes empreendimentos do histórico quatriênio. Seu dinamismo não teve limites.

 

Fonte: CREA-ES 50 ANOS – Uma História da Engenharia no Espírito Santo - nov/2010.
Fonte principal da sinopse: Os Italianos no Estado do Espírito Santo de Luiz Serafim Derenzi, Editora Artenova, 1974
Compilação: Walter de Aguiar Filho, novembro/2010

Personalidades Capixabas

Pauta para Sussen – Por José Irmo Goring

Pauta para Sussen – Por José Irmo Goring

E olha que o Elmo foi figura sempre presente e atuante no movimento cultural de Vitória. Membro da AEL e do IHGES, escreveu alguns livros

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Um professor esquecido nos anais da história do Espírito Santo José Ortiz

“O ensino é filho da vocação e não o sacrifício de uma vontade escravizada à necessidade de substituir ou ao desejo de lucro.” – José Ortiz

Ver Artigo
Augusto Ruschi

Na natureza tudo e todos são interdependentes; assim, a sobrevivência de todas as espécies, inclusive o homem, só pode ser conseguida através do entendimento desta interdependência

Ver Artigo
Roland Feiertag

Fez o curso primário no Grupo Escolar Nestor Gomes e o 2º Ciclo na Escola Normal João Bley, ambos em Castelo

Ver Artigo
Biografia de dona Domingas - Prefácio Padre Roberto

Apresentação do livro de Estêvão Zizzi sobre a biografia de dona Domingas feita pelo Padre Roberto

Ver Artigo
Judith Castelo Ribeiro

Eram treze irmãos. Todos vieram do interior e ficaram numa casa de sobrado, na extinta Rua José Marcelino

Ver Artigo