Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

A bandeira positivista dos republicanos

Bandeira da República

Na própria noite em que foi proclamada a República, em 15 de novembro de 1889, o governo provisório recém-nomeado negociou a saída de D. Pedro do país. Em seguida, aprovou uma nova bandeira para o Brasil. Em janeiro de 1890, teve início a reorganização institucional. Até aí, não houve divergências, as quais só eclodiriam após a primeira grande decisão econômica: uma reforma bancária.

Ao chegar o dia 15 de novembro, os republicanos não tinham uma bandeira que simbolizasse o movimento. As tropas que depuseram o imperador desfilaram com uma cópia improvisada do pavilhão dos Estados Unidos, ao qual haviam sido aplicadas as cores brasileiras. Os positivistas ortodoxos perceberam a importância do símbolo, e trataram de confeccionar um modelo próprio, desenhado por Décio Villares, e inspirado na obra de Augusto Comte. Segundo este, na primeira fase de transição da humanidade para a religião positivista, deveriam se manter as bandeiras nacionais, acrescentando a divisa “Ordem e Progresso”.

Foi o que fizeram os positivistas. Mantiveram o fundo verde, o losango amarelo e o círculo azul da bandeira imperial, substituindo os emblemas do Império pelo dístico positivista e o conjunto de estrelas (uma para cada província) que representava o céu do Rio de Janeiro no dia 15 de novembro.

Alguns liberais reclamaram, ainda mais quando descobriram erros de cálculo na posição das estrelas. Mas a grita não comoveu os nossos governantes. No dia 19 de novembro, o símbolo foi oficializado por meio de decreto.

Como consolo aos liberais, restou-lhes a vitória no caso do Hino Nacional. Embora os positivistas tivessem preparado um novo hino, nas cerimônias dos dias seguintes à proclamação, todos queriam ouvir o antigo hino – até mesmo os militares, que haviam aprendido a amá-lo na Guerra do Paraguai. Por isso, adotou-se uma solução conciliatória: o velho hino, com música de Francisco Manuel da Silva, recebeu nova letra de Osório Duque Estrada e tornou-se o Hino Nacional.

 

Fonte: Viagem pela História do Brasil, 1999
Autor: Jorge Caldeira, Flavio de Carvalho, Claudio Marcondes e Sergio Goes de Paula
Compilação: Walter de Aguiar Filho, novembro/2014

Matérias Especiais

Capixaba: valores únicos!

Capixaba: valores únicos!

Tradição passada de mãe para filha, confeccionar a panela de barro é quase uma instituição

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Jerônimo Monteiro - Capítulo XVI

Fazia-se o desembarque de passageiros, em escaleres e lanchas pequenas que atracavam às escadas dos navios

Ver Artigo
Jerônimo Monteiro - Capítulo II

Na foto ilustrativa, o casal Francisco de Sousa Monteiro e Henriqueta Rios de Sousa, pais de Jerônimo Monteiro (fim do séc. XIX). APEES — Coleção Maria Stella de Novaes

Ver Artigo
Saudações - Fernando Antonio de Oliveira

Carta endereçada ao escritor Walter de Aguiar Filho, autor do livro "Krikati, Tio Clê e o Morro do Moreno", pelas lembranças que nos traz sobre Vila Velha de outrora e pelo alerta sobre a identidade e cultura do canela-verde. Confira!

Ver Artigo
Estudos sobre a descoberta da Província - Parte VIII (FINAL)

Cristóvão Jaques foi o único que fez reconhecimentos e assentou padrões, conforme estão de acordo todos os cronistas e historiadores, estando por isso provado ser ele o primeiro que reconheceu a costa da província do ES

Ver Artigo
Estudos sobre a descoberta da Província - Parte VII

Com a chegada e desembarque, na província do Espírito Santo, do donatário Vasco Fernandes Coutinho, a 23 de maio de 1535, temos finalizado a notícia dos navegantes que tocaram ou não nas costas desta província

Ver Artigo