Morro do Moreno: Desde 1535
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A Ermida Iluminada - Elmo Elton

Uma das vezes que os foi visitar em uma aldeia junto a fortaleza da Bertioga, pediu ao hóspede para passar a noite na ermida de Nossa Senhora, que estava a trinta passos da fortaleza. Acompanhou-o este com um genro seu, chamado Afonso Gonçalves, recolhendo-se depois e deixando o Padre às escuras. Alta noite, enquanto os mais dormiam, ouve a mulher de Afonso Gonçalves uma suavíssima harmonia e vê a ermida cheia de luz a sair por entre as telhas, por cima dos frechais e pela porta iluminando o alpendre com grande esplendor. Chama pelo marido que abre uma janela da fortaleza e quer ir ver de perto o prodígio, mas sente-se tolhido, sem poder dar um passo. Descoberto na manhã seguinte o favor do Céu, como eram filhos espirituais do Padre, este lhes proibiu que o manifestasse a qualquer pessoa. Por muitos anos guardou-se segredo, ate que, em 1602, cinco anos depois da morte de Anchieta, interrogado juridicamente por Martim Fernandes, Vigário Geral do Rio de Janeiro, Afonso Gonçalves, que ali residia, o descobriu e confirmou com juramento. FROTA GENTIL, S. J. ob. cit

 

 

A ERMIDA ILUMINADA

Em Bertioga, próxima à fortaleza,
se erguia tosca ermida à Mãe de Deus.
Noite já, diz o padre a amigos seus
que ali se ficaria, após a reza.

É grande a escuridão, tal a pobreza
de lua e estrelas por aqueles céus,
mas eis que, alta hora, dando fé a incréus,
toda a igreja se torna clara, acesa.

Suavíssima harmonia ouve-se agora,
vem dali, e se espalha vento afora,
num milagre que à aldeia se revela:

- É a Virgem Mãe que, por sutis arranjos,
enquanto o padre reza, a voz dos anjos e a
luz do céu põe dentro da capela!

 

Autor: Elmo Elton
Fonte: Anchieta, Vitória 1984 


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