Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Vitória do Espírito Santo

Porto de Vitória 1925

Veja como Haydée Nicolussi (1905-1970), poeta e cronista, descreve a cidade de Vitória em 1928, inaugurando a poética modernista em terras capixabas:

Vitória do Espírito Santo

"Cidadezinha azul, liliputiana,
cidade de gravura suíça ou italiana,
cidade pequenina,
brincando junto às ondas como uma criança,
com a pontinha dos pés roçando a água mansa
e o céu quase roçando com a fronte das colinas.

Quando a caravana dos navios
vem chegando, de longe, rastejando,
pelos mares bravios,
o Estrangeiro levanta o olhar cansado
de ver o céu deserto e o deserto no mar,
e, num êxtase acordando,
olha a terra como um oásis abençoado!

E ante a cidade-flor, miniatural, vivente,
sente o cálido anseio de tatear
a pelúcia dos musgos nas pedreiras,
os leques nosvos das palmeiras,
as águas da baía transparente,
e tatear
as casinhas, os carros pequeninos
da cidade-tetéia
onde só deviam morar bonecas e meninos.

Que pena imaginar
que a cidade-tetéia
um dia há de crescer
e há de ter 
torres, arranha-céus, ousados, atrevidos,
para cravar
as unhas de aço contra os céus polidos...

Que pena imaginar
que o mar irá baixando a voz cantante,
vendo-a bramir o jazz alucinante
das grandiosas metrópoles crescidas,
que pena ver o mar envergonhado
de soluçar uma canção qualquer,
depois de tantos anos ter acalentado
a cidade-menina que se faz mulher..."
(...)

Publicado originalmente em Vida Capichaba, Vitória, janeiro de 1928.
Trecho do livro "Vitória, Cidade Portuária", de Francisco Aurélio Ribeiro.

 

LINKS RELACIONADOS:


>> 
Francisco Aurélio Ribeiro 
>> Fotos de Vitória Antiga 



GALERIA:

📷
📷


Matérias Especiais

Lembranças de Victoria

Lembranças de Victoria

Lendo a história de "Victoria", estão vindo na minha lembrança gradativamente, muitos fatos que provavelmente muitos que residem em Vitória de hoje, não sabem


Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Posfácio do livro Parabéns Pra Você – Por Cariê Lindenberg

Por fim, o que mais me marca em Maria é a sua determinação, força de vontade e grande fibra

Ver Artigo
Páginas soltas – Por D. Maria Lindenberg

Noventa anos significam uma vida repleta de bons e de maus momentos. De triunfos e de derrotas

Ver Artigo
Depois de Carlos – Por D. Maria Lindenberg

O domingo de 19 de agosto de 1990 deveria ser igual a qualquer outro

Ver Artigo
Em Palácio – D. Maria Lindenberg

Procurei ser amável sem pieguice; elegante, sem os maneirismos da moda; firme sem teimosia

Ver Artigo
O casamento – D. Maria Lindenberg

Sentamos no banco, que rodeava o abacateiro, para apreciar o cair da noite e, pronto, aconteceu: Carlos me deu o maior beijo

Ver Artigo