Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Cine Santa Cecília

Cine Santa Cecília

Denominação: CINE SANTA CECÍLIA

 

Localização: Avenida República, 175, Parque Moscoso, Centro, Vitória.

Inauguração: 21 set. 1955.

Capacidade: 1.453 lugares.

Período de funcionamento: 1955-199_.

Exibidor: Empresa Santo & Cia.

 

Histórico: Na década de 50, uma das salas considerada um palácio cinematográfico da cidade de Vitória foi o Cine Santa Cecília, no período considerado de ouro das salas de cinema no Espírito Santo. Foi inaugurado em 21 de setembro de 1955 com o filme: Sete Noivas Para Sete Irmãos (1954). O Cine Santa Cecília era o maior do estado, com capacidade de 1.453 lugares e situava-se na Avenida República, junto ao Parque Moscoso, onde antes funcionava o Cine Politeama. José Tatagiba lembra que era considerado um espaço moderno e exigia dos freqüentadores o uso de traje social para freqüentar o local, “com os homens usando terno e as moças devidamente trajadas”.

 

Jaime Navarro de Carvalho conta que o traje formal era uma exigência do proprietário Francisco Cerqueira Lima. “Como ele ia ao Rio de Janeiro e notava que nos cinemas da Cinelândia as pessoas só podiam entrar de paletó e gravata, ele queria que aqui fosse do mesmo jeito”. Depois de fazer um levantamento, ele resolveu abolir o traje formal e a renda aumentou em quase 75%. Na época seu Francisco comentava brincando que “nunca pensei que tivesse tanta gente em Vitória que andasse sem gravata”.

 

Durante a inauguração do Santa Cecília, foi vinculado um concurso local pela rádio e pelos jornais impresso para divulgar a nova sala. Quem acertasse o nome do cinema, que já havia sido escolhido, ganharia entrada grátis durante um ano. Oito pessoas acertaram o nome da sala que era uma homenagem a mãe do proprietário. Com lustres na entrada, chão de mármore, equipamentos modernos de projeção e som, frequentar este cinema era uma questão de status.

 

Como posso entrar em contato com o Projeto CINEMAES?

Por e-mail:malverdes@gmail.com

Por telefone: (27) 9907-5955 (dias úteis das 10 às 20 horas)

 

O autor

 

André Malverdes nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, em 1972.

Veio para o Espírito Santo aos 7 anos onde vive até hoje. Formou-se em História, em 2000, especialização em História Social do Brasil, em 2002, Arquivologia, em 2004 e três anos depois concluiu o Mestrado em História Social das Relações Políticas na Universidade Federal do Espírito Santo. Durante sua graduação pesquisou a expedição Pietro Tabacchi (1872/1874) e o Arquivo Público do Estado do Espírito Santo. Durante a pós-graduação realizou a pesquisa sobre a história das salas de cinema do qual resultou esse livro, quatro exposições e diversas palestras na América Latina em eventos científicos. Atualmente é Professor Assistente do Departamento de Arquivologia da Universidade Federal do Espírito Santo, Membro

da Câmara Técnica do Patrimônio Arquitetônicos, Bens Imóveis e Acervos do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo, Associado Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e Coordenador do Projeto de Pesquisa Cinememória - A História das Salas de Cinema no Espírito Santo.

 

Compilação: Walter de Aguiar Filho, janeiro/2012



GALERIA:

📷
📷


História do ES

Francisco Alberto Rubim faz a estrada para Minas

Francisco Alberto Rubim faz a estrada para Minas

A estrada de Rubim fracassou. Não atraiu a preferência do comércio. Por ali chegou a passar boiada vinda de Minas. Mas os ferozes índios da região eram uma ameaça constante, atacando seus usuários 

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Marcelino Champagnat

Marcellin Champagnat, aportuguesado para Marcelino Champagnat nasce a 20 de maio de 1789, em Marlhes, aldeia de montanha no Centro-Leste da França, no início da Revolução Francesa

Ver Artigo
A PMES na Guerra do Paraguai: há 150 anos – Gelson Loiola

O enviar do efetivo da companhia de Polícia para a guerra, foi autorizada pela Assembleia Legislativa Provincial  mediante a aprovação e sanção da Lei nº 3, de 4 de maio de 1868

Ver Artigo
A Viagem do Imperador Pedro II à Província do Espírito Santo

Aos 35 anos de idade, estava ele no auge da vitalidade, naquele verão de 1859/1860

Ver Artigo
As expedições e as suas conclusões - Por Estilaque Ferreira dos Santos

Não se pode deduzir que antes desta doação a capitania já teria sido “descoberta” e explorada pelos navegantes portugueses

Ver Artigo
A História da Revolução de 1817 – Texto de 1917

Historiadores se deixaram levar pelas simpatias individuais e escreveram as suas narrativas eivadas de apreciações inexatas

Ver Artigo