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Elisa Lucinda, paixão por Itaúnas

Elisa Lucinda

Ela conheceu a vila de Itaúnas, em Conceição da Barra, no final dos anos 70, e se apaixonou. Mais do que isso, comprou uma casa no vilarejo, se considera uma cidadã “itaunense” e se transformou em uma espécie de embaixadora do lugar, que traduz em forma de poesia.

A poeta e atriz capixaba Elisa Lucinda, que hoje mora no Rio de Janeiro, contou que comprou a casa em1998, mas já visitava Itaúnas desde os seus 20 anos.

“Foi o melhor negócio que eu fiz na minha vida. Costumo chamá-la de ‘casinha de sonhos’. Nela há pomar, meus quatro cachorros, meu jardim. Lá é o meu refúgio, lá é a casa da minha poesia. Não tem televisão e nem telefone. Só música, papéis, livros, cadernos de poemas, de desenho, decalques, lápis de cor e idéias”, contou.

Elisa costuma ir para a vila sempre que pode. “Agora incluí em minha agenda, como se fosse um compromisso tão importante como o do trabalho, e tenho aumentado cada vez mais minhas fugidas ao paraíso. Foi lá que Deus ensaiou as tardes e o poeta que é poeta não pode viver muito tempo longe do nascedouro das tardes”, afirma.

As lembranças do local estão expostas em sua obra. Ela destaca a subida nas dunas de areia, o caminho para Riacho Doce, na divisa com a Bahia, o pôr-do-sol visto da ponte, a lua nascendo na duna e o entardecer visto de seu quintal.

“Passarei a vida tentando descrever esse paraíso. Eu sonho e trabalho para que aquela vila com tamanha identidade, com tantas particularidades, não se transforme num balneário contaminado de resorts daninhos e irresponsáveis. Graças a Deus, em Itaúnas há um parque; graças à luta de muita gente, é uma reserva ecológica. É pulmão do mundo e isso significa que todos têm de preservá-la”, ressaltou.

De tanto amor à vila, considera- se até mesmo chata com os amigos aos quais apresenta o paraíso. Para os passeios até as dunas, por exemplo, só bicicleta, nada de carro.

“Zezé Polessa adora e eu espero que muito mais gente do Brasil possa conhecer esse bálsamo capixaba, que não deixa nada a desejar em relação aos tão propagados paraísos baianos. Ir a Itaúnas não é um passeio. É uma experiência. Eu não sou mística, mas lá experimento o divino. Minha Nossa Senhora da Natureza sabe disso”, resume.

 

Fonte: A Tribuna, Suplemento Especial Navegando os Rios Capixabas – Rio Itaúnas - 29/07/2007
Expediente: Joel Soprani
Subeditor: Gleberson Nascimento
Colaboradora de texto e fotografia: Flávia Martins
Diagramação: Carlos Marciel Pinheiro
Edição de fotografia: Sérgio Venturin
Compilação: Walter de Aguiar Filho, setembro/2016

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