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Humberto de Campos - Por Roberto de Abreu

Humberto de Campos - Desenho feito por Dilermando Lemos, 2010

Humberto de Campos Veras

Escritor, nasceu em Muritiba, Maranhão, a 25/10/1886, e faleceu no Rio de Janeiro, a 25/12/1934.

Com seis anos de idade foi levado por sua família para a Paraíba, no Piauí. Estudou no Externato de São José e no Colégio Saraiva. Em 1889 empregou-se como tipógrafo, na tipografia "O Comercial". A serviço da "Casa Trasmontana" e do "Jornal do Maranhão", voltou nesse mesmo ano ao seu estado natal. Em 1902 esteve novamente no Piauí. Em 1903 percorreu os rios Puruas, Madeira e Iuruá desempenhando incumbências recebidas de um escritório de Belém. Embora com a saúde abalada, visitou a seguir, obras contra a seca no Ceará, Piauí e Maranhão. Em 1908 volta ao Amazonas a fim de dirigir a exploração de seringais. As deploráveis condições de vida dos homens empregados nesse serviço revoltaram a Humberto de Campos, que escreveu sobre o assunto numa série de artigos para a "Folha do Norte", de Belém.

O valor do jovem escritor foi revelado por esses artigos ao Senador Antônio Lemos, que o fez seu secretário particular, redator da "Província do Pará", chefe de seção da Prefeitura da Capital, diretor da Secretaria do Conselho Municipal, Secretário da Comissão Executiva do Partido Republicano Paranaense e secretário da municipalidade. Em 1912, porém, com a queda do partido a que pertencia aquele senador, veio Humbeto de Campos para o Rio, passando a trabalhar na redação do "Imparcial". Em 1919 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Entre os inúmeros livros que publicou, destacam-se:

- Poeira em 1911;
- Serra de Booz em 1918;
- Tonel de Diógenes em 1919;
- A Serpente de Bronze em 1921;
- A Bacia de Pilatos em 1923;
- A Funda de Davi em 1924;
- Antologia dos Humoristas Galantes em 1926;
- Alcova e Salão em 1927;
- Memórias em 1932;
- O Monstro e Outros Contos em 1932;
- O Brasil Anedótico;
- O Conceito e a Imagem da Poesia Brasileira;
- Crítica em 1933.

Deixou no prelo "Destino" e "Os Donos dos Nossos Versos".

Humberto de Campos escrevia as suas crônicas sempre impregnadas de um sentido humano extraordinário. A bem dizer nunca foi grande poeta, nem romancista, foi um dos maiores cronistas do Brasil.

Ao que consta, nunca veio ao Espírito Santo, apesar de ser homenageado com a denominação em Vila Velha de um espaço cultural com seu nome: Academia de Letras Humberto de Campos.

 

Por: Roberto Brochado Abreu - Membro da Casa da Memória de Vila Velha (31/07/2007)



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