Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

A Cruz do Campo em Vila Velha – Por Maria Stella de Novaes

Anchieta - O cortejo fúnebre

A lenda histórica da Cruz do Campo, relaciona-se com a derradeira viagem de Anchieta, de Reritiba a Vitória. Viera de canoa e devia assumir a direção da Casa Colegial, enquanto não chegasse o Superior Pe. Pedro Soares. Tivera a companhia do Pe. Jerônimo Rodrigues, até Guarapari. Na altura de Vila Velha, porém, ao passar diante de uma pedra, sobre a qual se erguia uma Cruz, num maciço de alvenaria, seu pedestal, teve a surpresa de encontrar-se com outro viajante, o seu compadre e amigo Manuel de Vide, que se dirigia, em sentido contrário, para Reritiba.

A Cruz assinalava o aparecimento de dois cadáveres, naquele ponto. Manuel de Vide era proprietário do sítio denominado Campo de Piratininga, vendido, posteriormente ao Convento da Penha, pela quantia de 5$000, negócio feito pela viúva de Vide.

Encontro de compadres tem sempre conversa. Entretiveram-se, por isso, com as notícias e, na despedida, ponderou Anchieta que, no mesmo local, se reuniriam, de novo, dentro de pouco tempo; mas, em silêncio. De Vide, porém, jamais poderia supor que, decorridos apenas alguns meses, ali encontraria, de fato, um cortejo imenso e fúnebre, que transportava, inânime, o corpo do seu querido compadre, para ser inumado, em Vitória. Conta-se que desejou, com insistência, inteirar-se da realidade cruel; por isso, foi-lhe permitido abrir o ataúde. E a Cruz do Campo, lugar bem conhecido, em Vila Velha, ficou, assim, na História e na Lenda, relacionado com a vida exuberante e bela de Anchieta, no Espírito Santo.

 

Fonte: Lendas Capixabas, 1968
Autora: Maria Stella de Novaes
Compilação: Walter de Aguiar Filho, outubro/2015

Folclore e Lendas Capixabas

Crendices, Orações e Benzimentos

Crendices, Orações e Benzimentos

As orações, rezas, benzimentos, e responsos eram muito usados pelos nossos antepassados. E nesse gênero também, o nosso folclore é rico

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Outros tempos – Por Pedro Maia

Por onde andam os tipos populares que em outros tempos enfeitavam de maneira pitoresca  as ruas da cidade?

Ver Artigo
Festejos de Vila Velha - Por Edward Alcântara

Lembro da “Lapinha” de origem pernambucana, aqui introduzida nos fins do século XIX pelo Desembargador Antonio Ferreira Coelho, grande incentivador dos festejos canela verde de então

Ver Artigo
São Benedito do Divino e de Reis – Por Seu Dedê

Atualmente, em Vila Velha, Leonardo Santos (Mestre Naio) e a Mônica Dantas, conseguiram restabelecer os festejos de São Benedito

Ver Artigo
Festas Juninas – Por Seu Dedê

Vila Velha comemorava as festas de Santo Antônio, São João e São Pedro, respectivamente nos dias 13, 24 e 29 de junho

Ver Artigo
A Festa Do Divino – Por Areobaldo Lellis Horta

Foi na povoação de Jacarandá, município de Viana, hoje Jabaeté, que vi pela primeira vez uma bandeira do Divino Espírito Santo

Ver Artigo