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“Descaminhos no dinheyro” em 1650

Livro: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição 2008

Em 1650, Manuel da Rocha de Almeida veio como capitão-mor.(50) Por sinal que padeceu naufrágios no trajeto Bahia-Vitória.

Logo ao chegar, escreveu ao governador geral pedindo reforço de soldados e de artilharia. Comunicou também a construção de um fortim “na lajem que está ao pé da vila”, idéia que mereceu plena aprovação.

A carta do conde de Castelmelhor, escrita “em resposta das primeiras suas” – e em que se contêm tais informações – refere-se a diversas irregularidades no Espírito Santo, principalmente nos negócios da Justiça, havendo, também, “descaminhos no dinheyro dos defuntos e abzentes”.

João de Pina,(51) ouvidor, requereu licença para empreender uma excursão à terra das esmeraldas, pretensão que o governador geral vetou porque el-rei cometera a tarefa aos irmãos Domingos e Antônio de Azeredo, ao tempo ausentes, em São Paulo, aonde tinham ido em busca de línguas.(52)

 

NOTAS

(50) - DH, III, 81.

(51) - João de Pina Tavares. Mais tarde, em 1676, foi proposto por Francisco Gil de Araújo para chefiar a entrada que José Gonçalves de Oliveira requerera. Era, então, sargento-mor (DH, LXVII, 190).

(52) - DH, III, 5-8. Língua, no texto, é empregada na acepção de intérprete.

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, junho/2017

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