O cacau em Linhares

Editor: Morro do Moreno - publicada: 02/11/2009

A cidade de Linhares, no Norte do Espírito Santo, é famosa por ser o maior produtor de cacau no Estado. E a produção desse fruto, que dá origem ao chocolate, produziu também muitas riquezas e poder.

As grandes fazendas de cacau foram responsáveis pela ascenção econômica e política de produtores.

O baiano Filogônio Peixoto, que era um próspero fazendeiro, mas não residia em Linhares, foi o primeiro proprietário da Fazenda Maria Bonita, localizada no baixo Rio Doce, considerada até hoje a maior propriedade cacaueira do Espírito Santo.

Em outra época, essa mesma fazenda pertenceu ao ex-governador José Moraes, que chegou a construir até um campo de aviação na propriedade - que hoje está desativado.

Atualmente, a Fazenda Maria Bonita pertence ao produtor rural Jairo Corrêa. Nela estão plantados cerca de 400 mil pés de cacau.

O também baiano Manoel Salustiano de Souza, amigo de Filogônio Peixoto, foi outro produtor rural que deixou sua marca como grande cacauicultor. Ele foi eleito o primeiro prefeito de Linhares.

Manoel Salustiano era sogro de Emir de Macedo Gomes, outro grande produtor rural que fez fortuna ao explorar a lavoura cacaueira e que também assumiu o cargo de prefeito da cidade.

Entre os produtores do fruto que alcançaram sucesso na política está ainda Waldemar Borges da Silva, um próspero fazendeiro que também veio da Bahia.

Ao adquirior terras, tornou-se proprietário de seis fazendas que possuem uma área total de 400 hectares e tem 300 mil pés de cacau plantados. Waldemar Borges foi vereador por três mandatos e secretário de Agricultura.

Já o produtor rural Emir de Macedo Gomes Filho seguiu os rumos do pai na lavoura de cacau e na poítica.

Curiosidades

A partir de 1916, o governo do Estado, através de Bernardino da Costa Monteiro e do secretário de Agricultura da época, Nestor Gomes, passou a incentivar a cacauicultura no baixo Rio Doce.

O governo fez o recenseamento de terras, o que ajudou os produtores a desenvolver a cultura do cacau na região.

No ano seguintem, chegou ao município o baiano Filogônio Peixoto, próspero fazendeiro do sul da Bahia.

Ele deu novos rumos à cultura do cacau na região e foi considerado o patrono da lavoura cacaueira nas imediações do Rio Doce.

Já em 1921, Nestor Gomes sancionou uma lei concedendo terras aos agricultores que se dedicassem à cultura do cacau.

Com isso, as lavouras se expandiram e se tornaram referência econômica, social e política para Linhares - posição na qual permanecem até os tempos atuais.

Fonte: A Tribuna (22/02/2009).

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