Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

O Tiro de Guerra no ES

Tiro de Guerra de Cachoeiro de Itapemirim

Em 1908  é criado nesta cidade o Tiro de Guerra que tomou o número 43. Foi o maior passo no sistema do militarismo alcançado no Brasil, o de sorteio militar instituído em 1906, e a extinção da Guarda Nacional. Fez obrigatoriamente todos pertencerem à classe militar, e pudesse exercer qualquer cargo público, a apresentação de documento quites com o serviço militar, medida salutar e de muito alcance para os destinos da pátria. A força de um país, o seu valor, está na preparação militar.

O Tiro de Guerra “43” teve organização perfeita, inclusive uma bem organizada Banda de Música, e teve oportunidade de prestar continências ao Chefe da República quando de visita em 1912 à capital do Estado, e aquartelava-se na Praça Oito, no prédio número 8, Por falta de estímulo, arrefecidos os primeiros louros de vitória, fechou as portas, para anos depois surgir novamente e aquartelado no Parque Moscoso, e também no Politeama, onde manteve uma seção de tiro ao alvo, ginástica e educação física e teve também o mesmo destino de cerrar as portas em definitivo.

Como a necessidade força muitas vezes aos que querem honrar a caserna, lugar a que todos deviam ir, porque ali é que se aprende o que é ser soldado, no conhecimento perfeito da vida, pela direção de oficiais capazes, honestos, justiceiros como é composto o exército, teve que surgir o Tiro de Guerra número 105 em 1932, e que vem dando anualmente os seus atiradores com sadia educação militar. Além desses tiros de Guerra, estão disseminados em todo o Estado vários outros como sejam em Alfredo Chaves, Cachoeiro do Itapemirim, Alegre, Colatina, Rio Novo, Iconha, Afonso Cláudio, S. José do Calçado, Siqueira Campos, com muito aproveitamento.

 

Fonte: Textos de História Militar do Espírito Santo, Coleção João Bonino Moreira – vol. 3
Compilação por: Getúlio Marcos Pereira Neves, Vitória, 2008

 

 

LINKS RELACIONADOS:

 

>> O Tiros de Guerra 105 e 277 





GALERIA:

📷
📷


História do ES

Sarau à bordo na baía de Vitória em 1851

Sarau à bordo na baía de Vitória em 1851

Sarau na baía de Vitória a bordo da corveta de guerra Geyser em 1851 com convidados da elite capixaba.

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Quarto Minguante – Marcondes de Souza e Bernardino Monteiro

O período de 1912 ao começo de 1920 corresponde ao princípio e ao fim da crise internacional, oriunda da primeira guerra, que rebentou em julho de 1914 e teve armistício em novembro de 1918

Ver Artigo
Jerônimo Monteiro – Urbanismo em Perspectiva

O volume de terra, material escasso na ilha de Vitória; para aterrar o banhado, não preocupou o governo de Jerônimo Monteiro 

Ver Artigo
As guerras imperiais e seus reflexos no Espírito Santo – Por João Eurípedes Franklin Leal

O Ururau era em brigue de transporte, armado com seis bocas de fogo, que próximo a barra da baía de Vitória combateu por hora e meia um barco argentino o “Vencedor de Ituzaingu”

Ver Artigo
O recrutamento do Ururau - 1827

Gravíssimo incidente abalou o Espírito Santo quando da passagem, pelo porto de Vitória, do brigue de guerra Ururau, em 1827

Ver Artigo
Finda o Governo do Primeiro Donatário - Por Mário Freire

Confiou o governo a Belchior de Azevedo, como Capitão, com os poderes e a jurisdição que o donatário exercera: firmou esse ato na "vila de N. S. da Vitória"

Ver Artigo