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OS OUTROS TODOS OU ET COETERA OU SURSUM CORDA

Capa do Livro: Escritos de Vitória, Nº 16 – Movimentos Sociais, 1996

Na Seção de Obras Raras da Biblioteca Pública Estadual foram localizadas quatro pastas com recortes de jornais de Vitória e alguns do Rio de Janeiro contendo notícias da cidade referentes às décadas de 30 e 60. Como trabalho com esse tipo de documentação faz alguns anos, fui chamado para ajudar na identificação do possível proprietário da pasta entre os inúmeros doadores do acervo bibliográfico (viúva de intelectuais incluídas) para aquela instituição cultural. A referida identificação ainda está se procedendo, mas existem alguns nomes como mais prováveis de terem organizado a coleção. Selecionei notícias e artigos de fundo sobre temas ligados de alguma forma a movimentos sociais na capital capixaba. Quase todos os recortes têm colados pedaços de papel com anotações da época que aqui são citadas entre parênteses.

- Folha Capixaba – jornal do Partido Comunista Brasileiro – Seção do Espírito Santo – (Editado com muito sacrifício. Alguns comunistas de Vitória são conhecidos e até respeitados pelos “inimigos burgueses” mas só aqueles considerados idealistas, sempre remediados e que se sacrificavam pela causa, diferentes dos “comunistas de boutique” ridicularizados e não levados a sério, até mesmo por seus companheiros.)

- O 13 de fevereiro de 1930 – (Aliança Nacional Libertadora em Vitória – “China morreu urubu comeu”).

— Apresentação de Gabriela Mistral — (Prêmio Nobel de Literatura) — no Cine-teatro Glória. (“Recordar é reviver, reumanizar o tempo” — a poetisa foi ouvida de pé pela platéia extasiada).

— Os comícios — séries de recortes com notícias de comícios desde a década de 30 até a de 60 que mostram com nitidez as mudanças quantitativas e qualitativas ocorridas nesse fenômeno social.

— A população negra — (Aos negros foi negado acesso às terras, patrimônio maior na época da abolição e ainda hoje. Ao contrário dos brancos imigrantes, vindos com sua cultura e família intactas. Os carcomidos do império tinham a ilusão e preconceito de “melhorar a raça”. Também pudera! D. Pedro II se correspondia com Gobineau, aquele racista francês). — (De miserável no campo a miserável na cidade: agora a população negra sendo maioria nas favelas de Vitória). — (Chiquinho nos anos 50 ganhou muitos votos tomando cafezinho com os favelados).

— O rádio em Vitória — (Depois do rádio e dos programas de auditório, a vida na cidade muda muito).

— O clube para manutenção da antena repetidora de televisão em Vitória — (Por inspiração e interesse dos Diários e Emissoras Associadas).

 

Fonte: Escritos de Vitória, Nº 16 – Movimentos Sociais
Autor: Fernando Achiamé
Publicação: Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal de Vitória – ES (Agosto – 1996)

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