Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Sabor provinciano do Capixaba - Artes Plásticas

O pintor Schwartz documenta a paisagem capixaba

Apenas os nativistas escapam das modas

Na avaliação do pintor mineiro Loio Pérsio, radicado há seis anos no Espírito Santo e com 45 anos de atividade artística, as artes plásticas capixabas têm qualidade correspondente ao gosto e à formação cultural do povo capixaba. "O que salta à vista", diz ele, "é a incongruência e a gratuidade de quase toda a produção capixaba, sujeita à moda ditada pelas metrópoles".

A esse fenômeno cultural dá-se o nome de provincianismo. Ele ocorre em praticamente todo o Brasil, com exceção do eixo Rio-São Paulo.

Sua principal característica é a submissão aos temas e formas das metrópoles, sem vínculo com as tradições locais. "O espírito provinciano é incapaz de reconhecer sua própria identidade cultural", explica Pérsio, lembrando que o outro traço marcante das artes plásticas contemporâneas é o regionalismo. Nesse caso, os artistas se preocupam em preservar sua história vivida, seja pela temática regional ou pela seqüência do estilo. O mais popular representante dessa corrente, no Espírito Santo, é Francisco Schwartz, um típico paisagista capixaba.

Mesmo sem esquecer a proliferação recente de galerias em Vitória, Loio Pérsio considera que as artes plásticas no Espírito Santo refletem a ausência de um consumo de arte, a falta de uma tradição cultural nítida e a carência de uma educação superior. Esse quadro pobre, que se refere tanto aos produtores quanto aos consumidores de arte, tem origem em limitações do passado. Tanto que, lembra Pérsio, os pouquíssimos artistas capixabas de outrora não deixaram discípulos, nem criaram uma temática que pudesse sobreviver nas gerações posteriores.

 

Fonte: Os Capixabas, A Gazeta 14/12/1992
Pesquisa e textos: Abmir Aljeus, Geraldo Hasse e Linda Kogure
Fotos: Valter Monteiro, Tadeu Bianconi e Arquivo AG
Concepção gráfica: Sebastião Vargas
Ilustração: Pater
Edição: Geraldo Hasse e Orlando Eller
Compilação: Walter de Aguiar Filho, novembro/2016

Curiosidades

Um 171 do Século 18

Um 171 do Século 18

Há palavras ou expressões que surgem por força de alguma coisa externa à língua, em determinado momento da História: um fato, um costume, um uso, um modismo (hábito que logo passa), novidades da evolução. É o caso do substantivo “conto-do-vigário”.

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Ossada Humana - Reportagem do Jornal O Diário, 1912

Alguns passos para o interior e uma tristonha cruz plantada no sopé da escarpa que dá acesso ao Morro do Moreno demonstrava que ali fora enterrado o fúnebre achado

Ver Artigo
Sítios arqueológicos e acervo pré-histórico no Espírito Santo

Sítios arqueológicos podem conter valiosas informações geomorfológicas, botânicas e zoológicas, notadamente os sambaquis litorâneos

Ver Artigo
Crimes e contrabandos no ES, entre 1659 e 1660

Assassinaram, com tiros de bacamarte, o capitão-mor João de Almeida Rios. O crime se deu quando a autoridade deixava o Colégio dos jesuítas

Ver Artigo
Educação Sanitária e Alcoólica – Presidente Attilio Vivacqua

Será instituído o livro dos abstêmios, um para professores e um para alunos, devendo aqueles dar exemplo de seu próprio abstencionismo

Ver Artigo
Os ossos do Padre Anchieta, por Rubem Braga

Uma carta me chega de Cachoeiro de Itapemirim. O missivista propõe que eu o ajude a rechaçar as pretensões paulistas sobre os ossos do padre Anchieta

Ver Artigo