Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

O ES em meados do século XVIII

O Forte foi ampliado, ganhou aspecto circular e foi dotado de 15 canhoneiras. Foto sem data - Acervo Edward D Alcântara

Incúria da administração – Penúria do país

 

A importância estratégica da capitania obrigou não apenas à construção de custosa linha de fortificações, mas também ao aumento da guarnição militar (em 1736) para cinquenta soldados.(1)

O vice-rei conde de Sabugosa afirmou, certa feita, que “a capitania do Espirito Santo se conservou com melhor harmonia, sendo de donatários do que da Coroa”, atribuindo as “muitas desordens á pouca capacidade e má escolha de capitães mayores, desde o governo de Antonio Oliveira Madail”.(2)

Lado a lado daquelas desordens, a incúria das autoridades. Que fale um magistrado – o Dr. Mateus Nunes de Macedo, segundo ouvidor geral da comarca: “Aqui [Vitória] não há cadeia, nem Casa da Câmara, por terem caído de todo e não cuidarem os meus antecessores na sua reedificação, em tempo mais suave, se bem que a falta de meios seria então a causa, pois a Câmara não tem rendimento algum e por esse motivo, não tem alcaide por não haver dinheiro para se lhe pagar o seu ordenado, como não se paga o escrivão da mesma Câmara”.(3)

Seria o caso de se perguntar – em que estágio de civilização vivia o homem, neste pedaço de Brasil, em meados do século XVIII? Homem contemporâneo de uma brilhante fase da cultura européia e vizinho contíguo das mais ricas minas auríferas de sua época, pisando ele mesmo um solo generoso e ubérrimo, quase dois séculos mais tarde muito justamente batizado de Canaã...

 

NOTAS

(1) - “Fui servido determinar por resolução de catorze do prezente mez e anno, em consulta do meu Conselho Ultramarino que a Companhia [que] ali ha se complete logo com o numero de cincoenta soldados promptos e capazes, e que estes sejam pagos pela Provedoria mór dessa cidade da Bahia de socorros, fardas e farinhas, como se pratica com os dessa praça, ao que não chegar o rendimento dos dizimos daquella Capitania, e que para ella vá hum official pratico no exercicio da Artilharia, para ensinar os artilheiros e os possa pôr em bom metodo do serviço e juntamente, que de tres em tres annos vá dessa praça da Bahia hum engenheiro vêr e examinar as fortalezas e fazer as obras e reparos de Artilharia, indo dahi as ferragens” (Carta régia dirigida ao Vice-Rei do Brasil ... Lisboa, vinte de abril de 1736, ALMEIDA, Inventário, VIII, 439).

– As providências de que dá notícia essa carta régia têm, indubitavelmente, origem na carta, de quinze de outubro de 1732, do capitão-mor Cirne da Veiga (nota I do capítulo XI).

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, junho/2018

História do ES

Ano de 1539, 1540, 1547  e 1549 – Por Basílio Daemon

Ano de 1539, 1540, 1547 e 1549 – Por Basílio Daemon

A escritura de doação foi firmada ainda em 1540, no entanto apenas em 1549 o monarca assinaria a carta de confirmação dela a pedido de Duarte de Lemos 

 

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

O incêndio no Mercado da Vila Rubim

Vinte toneladas de fogos de artifício e barris de pólvora que estavam estocados em três andares da Casa Sempre Rica explodiram

Ver Artigo
O Ensino e a primeira biblioteca pública do ES

Criado em 1843, só a vinte e cinco de abril de 1854 foi instalado o Liceu da Vitória

Ver Artigo
Nas Vésperas da Independência – Por Mário Freire

A última barreira do Siri, próxima à foz do Itapemirim, havia sido o extremo norte da fazenda, doada aos padres em 1702

Ver Artigo
Após a Independência - Por Mário Freire

Dissolvendo a Constituinte em Novembro de 1823, Pedro I incumbiu o Conselho de Estado de organizar um projeto de Constituição

Ver Artigo
Pródromos da Independência Nacional

Domingos José Martins – Filho de Joaquim José Martins e de D. Joana Luisa de Santa Clara Martins, nasceu em Caxangá, hoje Itapemirim

Ver Artigo