Um amor que vai durar (e durou) para sempre

Fugindo da guerra santa entre o Irã e o Iraque, que eclodiu na década de 80, o soldado iraniano desertor Bahador Amini, na época com 19 anos, veio parar em Vitória sem saber que cidade era essa e sem nunca ter ouvido falar do Brasil, um dos países que se prontificaram junto à Organização das Nações Unidas (ONU) a acolher os refugiados.
Essa é apenas uma das histórias de pessoas que saíram de suas terras natais e adotaram Vitória como lar, apaixonando-se por ela.
Vivendo há 14 anos em Vitória, o iraniano Bahador Amini se considera uma pessoa feliz, porque conseguiu se reestruturar em uma cidade com todas as características que, segundo ele, são ideais para quem busca qualidade de vida.
“Sinto saudade do Irã, afinal, aquela é a minha terra, mas adotei Vitória com o coração e me confesso apaixonado por essa ilha”, diz. Com 34 anos de idade, a primeira coisa que chamou a atenção de Amini foi a formação geográfica da cidade.
“O fato de ser uma ilha me atraiu muito. Além, é claro, da beleza natural. Vitória tem praias bonitas e é cercada de montanhas. Acho importante também o fato de estar vivendo em uma região bem próxima aos grandes centros”.
Outro que se encantou com Vitória e acabou adotando a cidade como sua segunda pátria foi o médico e escritor chileno Pablo Cruces. Ele, que está com 28 anos, veio a convite da irmã, que já morava na ilha com o marido.
“Vim em busca de uma cidade mais tranqüila e, realmente, encontrei isso aqui. Hoje, não saio de Vitória de jeito nenhum”. A paixão de Pablo por Vitória é tanta, que ele decidiu convencer os pais a deixarem Santiago, capital do Chile, para morar aqui.
Aventureiro, Pablo não perde as oportunidades que surgem para escalar pedras e uma das preferidas é exatamente a Pedra dos Olhos, em Jucutuquara, que é o ponto mais alto da cidade com seus 296 metros.
A comunicadora e superintendente de rádio Maria da Luz Fernandes veio da Ilha da Madeira, em Portugal, e encontrou em Vitória semelhanças que a fizeram ficar encantada com a cidade.
Morando há nove anos aqui, ela não pensa em deixar nunca mais a capital capixaba pela qualidade de vida. “Em Vitória a gente não fica estressado”.
O multimídia Milson Henriques adotou Vitória por acaso. De passagem por aqui com destino ao Rio de Janeiro, de onde embarcaria para o exterior fugindo da ditadura Militar, em 64, ele foi obrigado a permanecer na cidade porque o dinheiro acabou antes da hora.
“Bendita a hora em que isso aconteceu. Pude ficar e hoje não troco Vitória por nada”.
Com 64 anos de idade e 37 de Vitória, Milson descobriu em cada canto da cidade um motivo forte para ficar, principalmente a partir do momento em que começou a se envolver com o teatro capixaba.
“Cheguei em uma época que as coisas começaram a fluir. Fui o homem certo, no lugar certo e na hora certa”, ressalta o multimídia.
Fonte: Jornal A Tribuna, 08/09/2001
Autor: Rodrigo Prado
Compilação: Walter de Aguiar Filho, janeiro/2015
Nota do site: Milson Henriques veio a falecer na manhã de sábado (25/06/2016) em Vitória, no Espírito Santo.
O que se sabe, entretanto, é que ele se deu com os holandeses, numa das suas investidas ao famoso Convento e não com o célebre Cavendish
Ver ArtigoNavios afundados e riquezas soterradas despertam interesse de aventureiros no ES
Ver ArtigoO segundo tunel levava a uma casa existente na cidade baixa, próxima ao cais, de propriedade dos Jesuítas, onde, reedificada, estava, em 1944, a Alfaiataria Guanabara
Ver ArtigoO Morro do Moreno, localizado em Vila Velha – ES, Brasil, debruçado sobre o Oceano Atlântico, é hoje um local perfeito para saltos de parapente, asa-delta e para a prática de escalada
Ver ArtigoVoar livre pelos céus como os pássaros. Esse é um sonho que os homens acalentam desde a Antiguidade...
Ver Artigo