Trecho do livro Literatura Feminina Capixaba (1902 – 1950), do escritor
Francisco Aurélio Ribeiro.
O maior nome feminino nas letras nacionais, na década de 20 do século passado, foi o de Maria Eugênia Celso (1890-1963), poetisa, romancista, contista, teatróloga, conferencista, fundadora do Pen Clube, filha do conde Afonso Celso. Sua carreira literária inicia-se em 1920, com Em Pleno Sonho, poesias, e suas Poesias completas foram publicadas em 1955.
Maria Eugência era líder das mulheres intelectuais de sua época, tendo participado e liderado a campanha pela profissionalização da mulher e pela valorização das causas femininas.
No Espírito Santo, algumas escritoras publicavam em jornais e, sobretudo, na revista quinzenal Vida Capichaba. Dentre os nomes de poetas que se destacam, na época, estão os de Maria Antonieta Siqueira Tatagiba (1895-1928) e Haydée Nicolussi (1905-1970).
Pode se estabelecer traços de comparação na produção poética dessas duas escritoras. Maria Eugência Celso e Maria Antonieta Tatagiba sobretudo no enfoque da imagem espetacular, a busca do duplo refletido que, em sua essência, é o da busca de uma identidade (feminina) e de uma linguagem poética própria.
Maria Antonieta Tatagiba, nascida em São Pedro de Itabapoana, interior do ES, conseguiu projeção literária num universo masculino e machista, por ter-se mantido num código feminino estabelecido pelos homens.
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