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Maysa e o Barão de Monjardim

Estampa da artista plástica Mônica Boiteux

Impossível não aproveitar a exposição que a mídia tem dado à cantora Maysa (que era paulista) para falar um pouco sobre o Barão de Monjardim, afinal, Maysa era Monjardim, descendente do Barão. Conheça mais a história e importância do Barão de Monjardim.

O Barão de Monjardim

Alfeu Adolfo Monjardim de Andrade e Almeida, primeiro e único barão de Monjardim, (Vitória, 20 de abril de 1836 — Vitória, 7 de junho de 1924) foi um nobre e político brasileiro.

Era filho do coronel José Francisco de Andrade e Almeida Monjardim e Ana Francisca de Paula. Foi inspetor da Alfândega do Rio de Janeiro, aposentado em 1881. Era Cavaleiro da Ordem de Cristo, Rosa e Cruzeiro. Deputado provincial e federal. Foi durante quatro períodos presidente da província do Espírito Santo e uma vez presidente do estado após a República.

Foi vice-presidente da província do Espírito Santo, presidindo-a interinamente, de 19 de fevereiro a 4 de abril de 1878, de 2 de janeiro a 7 de março de 1879, de 19 de julho a 6 de agosto de 1880, de 13 de fevereiro a 2 de abril de 1882, de 17 de março a 1 de maio de 1884, de 29 de janeiro a 3 de março de 1885, de 28 de julho a 21 de agosto de 1885 e de 18 de julho a 19 de julho de 1889. Primeiro presidente do estado eleito, de 7 de junho a 18 de dezembro de 1891.

Teve numerosa descendência, dentre os quais a cantora Maysa.

O Museu Solar Monjardim

O Museu Solar Monjardim é considerado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como um dos melhores exemplos de arquitetura rural da região sudeste. O Museu situa-se em Vitória, no bairro de Jucutuquara (em tupi guarani significa "pedra com buraco na ponta" ou "pássaro de buraco de pedra") e foi construído no final do século XVIII por determinação do capitão-mor Francisco Pinto Homem de Azevedo, homem que exerceu cargos políticos como deputado provincial e substituto de presidentes da província do Espírito Santo.

A fazenda onde se situa o museu denominava-se Fazenda de Jucutuquara. Essa fazenda produzia cana-de-açúcar, algodão, mamona, mandioca, cereais, hortifrutigranjeiros, além da produção de sal e gado.

A posse da fazenda não se restringiu aos Monjardins. Segundo Felisberto Freire em seu livro História Territorial do Brasil, volume 1, a fazenda pertenceu a jesuítas até meados do século XVI, sendo considerada uma fazenda muito importante para a época.

Na segunda metade do século XVIII, a posse da fazenda ficou a cargo de Gonçalo Pereira Porto, proprietário rural e rico comerciante, dono de terras que se estendiam do Morro do Capixaba até a Fazenda Piraen. Já no final do século XVIII, sua filha, Francisca Sampaio Porto, casou-se com Francisco Pinto Homem de Azevedo, e então, recebeu a Fazenda Jucutuquara como dote de casamento.

Em 1816, a Fazenda Jucutuquara passou a pertencer aos Monjardins devido ao casamento de Ana Francisca Maria da Penha Homem de Azevedo, filha de Francisco Pinto Homem de Azevedo, com José Francisco de Andrade e Almeida Monjardim, filho do capitão-mor governador do Espírito Santo Inácio João Monjardino.

No período de 1816 a 1940, a fazenda permaneceu sob a propriedade dos Monjardins, destacando-se o Coronel José Francisco de Andrade e Almeida Monjardim e seu filho Alpheu Adelpho Monjardim de Andrade e Almeida conhecido como Barão de Monjardim. Em 1924, após a morte do Barão de Monjardim, a fazenda foi desmembrada e denominada Vila de Monjardim, Chácara Barão de Monjardim e/ou Solar ou Chácara Monjardim.

Em 25 de outubro de 1940, a residência é tombada como patrimônio histórico pelo IPHAN. Em 1942, o conjunto foi alugado ao governo do Estado do Espírito Santo. Em 1944, o Solar abriga o Museu Capixaba, cujo acervo foi proveniente de coleções do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e também do acervo de Olinto Aguirre.

Em 1966, o Solar se reúne ao Museu de Arte Sacra da Universidade Federal do Espírito Santo ( UFES), tornando-se um único museu. No ano de 1969, ocorre a restauração do museu. Em 1974, o museu tem sua gestão dividida entre o IPHAN e a UFES.

Em 1980, ocorre a reabertura do Museu com o nome de Museu Solar Monjardim. Em 1981, a UFES transferiu a área do terreno e o acervo a então Fundação Nacional Pró- Memória e a universidade ficou com a gestão administrativa.

A residência dos Monjardins onde hoje se localiza o Museu foi construída ao final do século XVIII. Os materiais utilizados foram blocos de pedra argamassados com cal de ostra, tijolos maciços, taipá-de-mão e tijolos rústicos, madeiras de peroba e paraju. Os pisos são de terra batida, estrume de vaca e argila com tábua corrida no topo e atijolado nas áreas de serviço.

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